O descarte de material no aterro levará cerca de dois dias, após o cadastramento e agendamento, segundo a previsão da gerente ambiental do aterro, Flávia de Souza. De acordo com ela, no caso dos pneus, por exemplo, a data será marcada levando em conta o volume de material já descartado.
Já o cadastramento, a ser feito pessoalmente ou por telefone na Diretoria de Limpeza Pública, é rápido. O interessado deverá fornecer nome pessoal, da empresa, contato telefônico, volume a ser descartado e a previsão do período em que voltará no aterro com mais material. Com a iniciativa, a Emdurb espera levantar a quantidade de pneus ou lixo produzidos especificamente em Bauru.
No caso de pneus, existe suspeita de que pessoas da região estariam pagando gente da cidade para fazer o descarte no aterro. O serviço prestado pela Emdurb é gratuito.
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Problemas
O aterro sanitário tem sido uma fonte de problemas ao presidente da Emdurb, Nico Mondelli. Com uma gestão profissional, ele pretende resolver a situação. Recentemente, conforme o JC veiculou, irregularidades no local, que vinham de gestões anteriores, renderam multas no valor de R$ 131 mil, aplicadas pela Cetesb. A empresa recorreu da sanção, que contemplou problemas como o fato da lagoa de chorume (líquido decorrente da decomposição do lixo) não ser esvaziada, apesar de estar prestes a transbordar.
Resta apenas uma autorização da Cetesb para a Monte Azul (empresa de Araçatuba que venceu o processo de licitação conduzido pela Emdurb) retirar, transportar, tratar e fazer a destinação final do chorume. Não há previsão, no entanto, de quando sairá o documento. As multas contemplaram também a falta de cobertura do lixo com terra, especialmente em época de chuva. Depois o trabalho foi retomado e, atualmente, incrementado com a locação de novos veículos.
A Emdurb também levantou os três orçamentos necessários para fechar os poços de inspeção, cuja água coletada apontou contaminação por metais como chumbo. Os poços, abastecidos pelo Aquífero Bauru, não estavam lacrados como deveriam, conforme constatou a Cetesb. O órgão ambiental coletou amostras de água para confirmar a contaminação por chumbo apontada em levantamento solicitado pela própria Emdurb a um laboratório de São Carlos.