Regional

PM entra em confronto com grevistas

Aurélio Alonso
| Tempo de leitura: 2 min

Ourinhos – A tropa de choque da Polícia Militar usou bomba de gás lacrimogênio, bala de borracha e cassetete para dispersar um grupo de servidores públicos municipais em greve, ontem à tarde, em frente do Centro de Serviços da prefeitura de Ourinhos (120 quilômetros de Bauru).

Os servidores entraram em greve ontem de manhã, reivindicando 30% de reajuste, aumento no vale-alimentação de R$ 49,50 para R$ 150,00. A prefeitura enviou projeto de lei à Câmara, que seria votado ontem, de reajuste de 5% e aumento do vale-alimentação para R$ 100,00.

O assessor da regional da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Cláudio Izidio, declarou que a tropa de choque partiu para cima dos servidores por volta das 15h30.

Segundo ele, foram jogadas duas bombas de efeito moral. Um trabalhador foi ferido na perna com bala de borracha. O assessor contabilizou 12 pessoas feridas, mas não conseguiu ontem fazer todos os registros em BO na Polícia Civil. “Vamos responsabilizar a prefeitura pela agressão”, declarou Izido, que acompanhava a movimentação junto com o Sindicato dos Servidores Municipais de Ourinhos.

A Delegacia Seccional de Ourinhos informou que só dois boletins de ocorrências (BOs) foram registrados até por volta das 18h30: um da Prefeitura reclamando que os grevistas estavam impedindo os servidores de entrarem no Centro de Serviços e de um servidor alegando que foi ferido durante a movimentação da tropa de choque da PM.

O assessor afirma que a adesão à greve ontem foi de 50% dos servidores, mas ontem não contou com a participação dos servidores do setor de Saúde e Educação.

A assessoria de imprensa da prefeitura de Ourinhos informou no início da noite que a adesão à paralisação foi estimada entre 5% e 10% com baixa adesão dos servidores ao movimento. O incidente em frente ao Centro de Serviço teria sido provocado, de acordo com a prefeitura, porque os trabalhadores estariam impedindo o direito de ir e vir dos servidores que não queriam aderir à greve. Houve piquete para impedir a saída de ambulância e veículos da municipalidade, quando ocorreu a intervenção da tropa de choque, segundo a prefeitura.

A reportagem tentou ouvir por telefone o comando da PM, mas até o fechamento desta edição não conseguiu localizar nenhum oficial para falar da ação policial em frente ao Centro de Serviços.

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