Com prisão temporária decretada desde a última sexta-feira, o gerente de empresa Izaque da Silva - acusado de ser o autor dos disparos contra duas pessoas na madrugada do dia 21 - se entregou na tarde de ontem à Polícia Civil. Ele foi preso e encaminhado à Cadeia Pública de Duartina. Seu advogado, Gilberto Pupo Ferreira Alves, informou que vai buscar na Justiça a revogação do mandado de prisão.
De acordo com o delegado Paulo Calil, da equipe de homicídios da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), logo após o crime, que teve como vítimas Nielson Teixeira, 39 anos, e seu filho, Luiz Antônio Teixeira, 20 anos, atingidos de raspão pelos disparos, a unidade especializada instaurou inquérito para apurar o crime, classificado como tentativa de homicídio qualificada por motivo torpe, impossibilidade de defesa da vítima e por motivo fútil, de forma continuada.
Foi solicitada a prisão do suspeito e a Justiça determinou o mandado de prisão temporária por 30 dias, por se tratar de crime considerado hediondo, explica o delegado. “Uma simples briga de trânsito, onde por motivos banais e estúpidos, duas vidas poderiam ter sido ceifadas”, observa Calil. Na tarde de ontem, Izaque se apresentou espontaneamente, acompanhado por seu advogado.
Durante interrogatório, o gerente apresentou a versão de legítima defesa. O delegado adiantou que assim que os laudos referentes às perícias realizadas no local do crime, nos veículos envolvidos e das lesões das vítimas, deverá solicitar a prisão preventiva do gerente. Calil informa ainda que Michael Alves, que conduzia o veículo onde Izaque estava, deve responder por lesão corporal dolosa pelos golpes que desferiu contra Luiz Antônio.
Ao Jornal da Cidade, o advogado de Izaque ressaltou que seu cliente se apresentou prontamente e destacou que Izaque é um bom cidadão. “Ele é uma boa pessoa, trabalha como gerente de uma rede comercial”, afirma.
Desentendimento
De acordo com a família das vítimas dos disparos, Michael Willian Gerlin Alves e Izaque da Silva, ocupantes de um Corsa Classic, provocaram duas ocupantes do carro da família. As provocações teriam sido crescentes até a chegada ao local do crime, onde Luiz e seu pai desceram do carro e houve o confronto. Ainda de acordo com a família, Silva teria aberto o porta-malas, retirado uma arma e efetuado vários disparos.
Um tiro atingiu de raspão a nuca e braço de Nielson, e outro atingiu o ombro e saiu nas costas de Luiz. Já Michael Alves diz que quem começou as provocações foi o motorista do carro ocupado por Teixeira. No local dos fatos, Alves conta que Luiz desceu de seu carro e passou a brigar.