A aversão ao risco mundial decorrente do rebaixamento dos ratings da Grécia e de Portugal, as preocupações com novas medidas restritivas da China para conter uma bolha imobiliária e a iminente alta da taxa de juros do Brasil levaram a Bovespa a cair dois patamares de uma só vez, fechando no menor nível em dois meses. À tarde, o índice até tentou recuperar um pouco das perdas acentuadas da manhã, mas no finalzinho acabou renovando as mínimas e voltando ao nível de 66 mil pontos.
O Ibovespa terminou em queda de 3,43%, a maior desde a baixa de 4,73% registrada em 4 de fevereiro passado. Registrou 66.511,10 pontos, o menor nível desde os 66.503,27 pontos de 26 de fevereiro passado. Na mínima do dia, o índice registrou 66.499 pontos (-3,45%) e, na máxima, os 68.868 pontos (-0,01%). Com o desempenho de ontem, o índice passou a cair não só no mês (-5,49%), como também no ano (-3,03%). Engordado pela venda de investidores estrangeiros, o fluxo financeiro ontem movimentou R$ 8,580 bilhões.
O dia já amanheceu nebuloso para os mercados acionários, com a volta das preocupações sobre novas medidas restritivas pelo governo chinês para impedir uma bolha no segmento imobiliário. Esses temores levaram às vendas de commodities. O sinal negativo ganhou amplitude na Europa, depois que a S&P rebaixou os ratings da Grécia, que agora perdeu o grau de investimento que detinha no seu crédito soberano de longo prazo, e também de Portugal. As bolsas europeias despencaram, com destaque para Lisboa, onde o índice PSI-20 recuou 5,36%, para 7.152,42 pontos.
Nos EUA, a aversão a risco global ofuscou os indicadores favoráveis conhecidos por lá. O principal foi o índice de confiança do consumidor, medido pelo Conference Board, que subiu 52,3 em março para 57,9 em abril, acima da previsão de 54,0. O Dow Jones caiu 1,90%, a maior queda desde 4 de fevereiro, aos 10.991,99 pontos. O S&P recuou 2,34%, aos 1.183,71 pontos, e o Nasdaq perdeu 2,04%, a 2.471,47 pontos.
No Brasil, além de toda a aversão a risco externa, a preocupação sobre a alta da taxa Selic também pesou sobre os ativos, assim como já vinha acontecendo nas últimas sessões. A liquidação vista ontem na Bovespa foi generalizada, sem nenhuma ação em alta. Vale ON desabou 5,09% e PNA caiu 4,94%. Petrobras ON recuou 3,15% e PN, 3,63%. Na Nymex, o contrato do petróleo para junho recuou 2,09%, a US$ 82,44.
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RENDA FIXA
Renda bruta: 9,23%
Ganho líquido/30 dias: 0,77%
Pela taxa média de 9,23% ao ano paga a grandes investidores, uma aplicação em CDB prefixado com prazo de 30 dias corridos e 21 dias úteis foi fechada ontem com rendimento bruto de 0,773725% e líquido de 0,618980%. A média de retorno para uma aplicação de pequena quantia de recursos, de acordo com o critério de cada instituição, era de 7,38% ao ano, com rentabilidade bruta de 0,623556% e líquida de 0,498845%.
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BOLSA DE SP
Bovespa: queda de 3,43%
Volume: R$ 8,58 bilhões
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em queda de -3,43%, aos 66.511,10 pontos e com R$ 8,58 bilhões negociados. Nos Estados Unidos, a Dow Jones apresentou queda de 1,90% e a Nasdaq caiu 2,04%.
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OURO
Ouro/grama: R$ 69,00
Variação: baixa de 0,14%
A cotação do grama do ouro apresentou ontem baixa de 0,14% na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), a R$ 69,00. Na Comex, divisão de metais da Bolsa Mercantil de Nova York, a onça-troy do metal era cotada a US$ 1,167,40, apresentando alta de 1,11% às 17h55.
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DÓLAR
Comercial: R$ 1,765
Variação: alta de 1,15%
O dólar comercial fechou em alta de 1,15% com valor de compra de R$ 1,763 e de venda de R$ 1,765. O paralelo apresentou baixa de 0,51% a R$ 1,76 na compra e R$ 1,94 na venda. O dólar turismo teve alta de 0,54% a R$ 1,700 na compra e R$ 1,860 na venda.
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Tendências no mercado
Contratos de dólar futuro com vencimento em maio fecharam a R$ 1,773,50 na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), em alta de 1,40% às 17h57. O Índice Bovespa Futuro para junho fechou em queda de 3,56% aos 66.980, e contratos de juros futuros (DI) com vencimento em janeiro de 2011 e janeiro de 2012 a 10,850% e 12,190%, respectivamente.