Tribuna do Leitor

Viaduto Mauá


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Estou fora de Bauru desde 1985 e visito a cidade com relativa frequência para rever familiares que residem na Vila Falcão. Na primeira vez que vi o viaduto interditado, pensei que estaria ocorrendo um projeto de melhoria, como ampliação das faixas, algo assim. Meus familiares me informaram que não, que o viaduto estava caindo mesmo. Também pensei, menos mal que a interdição ocorreu e o problema seria sanado em breve.

Qual o quê? Nas outras vezes me senti um bauruense autêntico, não aquele mais situado próximo à Getúlio. Me senti o bauruense que deveria se envergonhar da cidade quando morador da região da Falcão. Que região abandonada, desolada, coisa triste mesmo de se ver. E pensar que ali ainda devem estar muitos bauruenses, antigos ferroviários, que de fato fizeram a cidade.

Vendo o viaduto, que é uma importante alça de acesso a diversos bairros, faculdades, estádio do Norusca, etc; me indaguei por que Bauru não tem mais autoridade, governo sério, político que goste da cidade e que dela cuide. Aliás, sob o viaduto à direita e à esquerda, a feiura traduz bem o que é hoje aquela região. Hoje tomei ciência da retomada das licitações. Quando se fala nisto, pela embromação que aparece, é de causar certeza de muito mais tempo para a solução.

Não me sinto envergonhado, mas indignado profundamente, sim. Mesmo fora da querida Bauru.

Wéliton Luiz de Oliveira - São José do Rio Preto

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