Regional

16 cidades têm até o dia 10 de maio para se adequar ao Samu

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

Durante reunião realizada ontem à tarde na sede do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Bauru, prefeitos e representantes de 16 municípios da região foram informados de que terão até o dia 10 de maio para se adequar as regras do processo de regionalização do órgão.

Em uma primeira etapa, serão seis bases operacionais do Samu instaladas em Agudos, Duartina (Cabrália, Lucianópolis e Avaí), Iacanga (Reginópolis), Pederneiras (Macatuba), Pirajuí (Presidente Alves e Balbinos) e Lençóis Paulista (Borebi). Posteriormente, Piratininga e Arealva também contarão com uma base operacional do órgão.

O anúncio da data de implantação do novo sistema visa agilizar o atendimento na região e aumentar as chances de socorro da vítima por meio da redução do tempo de espera entre a comunicação da ocorrência e seu atendimento. O sistema passa a funcionar a partir de 10 de junho.

Enquanto isso, a diretora de enfermagem do Departamento de Urgência e Emergência (DUE) da Secretaria de Saúde de Bauru, Laudicéia Crivelaro, informa que as cidades devem providenciar alguns documentos e se adequar às regras do sistema até o próximo dia 10 de maio.

“Esses documentos são termo de compromisso com o repasse das verbas devidas pelo Samu, ter indicadores de qualidade, providenciar o uniforme conforme padronização visual do Samu e providenciar a base onde vão ficar essas viaturas”, revela. O prédio deverá contar com estrutura mínima que inclui quartos e banheiros masculinos e femininos e uma área comum para descanso e alimentação.

Além disso, segundo a diretora, até o dia 17 de maio, os municípios deverão encaminhar à sede do Samu em Bauru uma relação com a escala de trabalho dos funcionários que vão atuar nas ambulâncias. “São cinco motoristas e cinco auxiliares ou técnicos de enfermagem, podendo ser enfermeiras, a critério do município”, afirma. “No dia 17, começa o treinamento, que vai até o dia 27 e encerra com um simulado”

Crivelaro explica que a regionalização do Samu depende de habilitação por parte do Ministério da Saúde. Para que o sistema entre em operação, a União fornece a cada uma das cidades-bases ambulância de suporte básico, além de repasse mensal no valor de R$ 12,5 mil por veículo. “O gasto da viatura é em torno de R$ 25 mil. Então, o município tem que pactuar com quem ele regionalizou o restante”, pontua. Nestes valores, estão inclusos custos com equipamentos para as viaturas e os materiais necessários ao atendimento.

De acordo com a diretora, a principal preocupação das prefeituras refere-se à forma de operacionalização do sistema por meio do direcionamento das chamadas feitas ao 192. “Hoje, o 192 é comum nos municípios para solicitar ambulâncias, serviço social, agendamento de consultas, internações”, ressalta.

Além da solicitação de outros números para esses serviços, os prefeitos estão sendo orientados a pedir à Telefônica a transferência das ligações para a Central de Regulação do Samu em Bauru. “O 192 vai ficar inoperante até a inauguração do novo sistema”, diz.

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