Pirajuí – Com o objetivo de conhecer a real situação da água do rio Dourado e criar uma base de dados que possa subsidiar projetos voltados à sua conservação, a ONG “SOS Rio Dourado”, de Lins (102 quilômetros de Bauru), lança oficialmente hoje, às 8h30, na prefeitura de Pirajuí (58 quilômetros de Bauru), o Projeto de Monitoramento da Qualidade da Água do Rio Dourado, denominado “Projeto Dourado”.
A pesquisa é realizada pelo Comitê da Bacia Hidrográfica do Tietê-Batalha, com recursos do Fundo Estadual de Recursos Hídricos (Fehidro) e execução da ECO Consultoria Ambiental. A escolha de Pirajuí, para o início do projeto, deu-se em razão da nascente do rio, um dos principais afluentes do Tietê, estar localizada no interior da Fazenda Santa Maria, que fica no município.
De acordo com a ONG, em função da carência de dados e mapeamentos sobre o Rio Dourado, serão instalados 38 pontos de monitoramento de coleta de água desde a sua nascente, passando pelos córregos e ribeirinhos que deságuam nele, até a sua foz. O levantamento pretende identificar, além da qualidade da água, o despejo ilegal de efluentes no local e captação irregular de água, além da presença de vida aquática no rio.
O trabalho contínuo de coleta e análise dos dados será feito por profissionais capacitados, que, em seguida, vão elaborar um relatório técnico para apontar os níveis de poluição do curso d’água. Com base nos resultados do projeto, a ONG pretende criar um banco de dados destinado a programas e ações que visem à melhoria da qualidade da água do Rio Dourado.
Além disso, a pesquisa também resultará em material informativo que será distribuído às escolas, no Comitê de Bacias e a entidades da sociedade civil. O material inclui folder de divulgação sobre o rio, atlas diagnóstico-fotográfico, relatório síntese do diagnóstico e vídeo e DVD sobre o projeto. Os resultados serão apresentados ao Comitê de Bacias em um seminário que contará com a presença de todas as prefeituras envolvidas.
Afluente do Tietê
O rio Dourado é um dos principais afluentes do rio Tietê que, atualmente, sofre com as graves consequências da poluição. Devido à proliferação descontrolada de algas, as águas estão começando a apresentar estado de putrefação. Além do despejo de esgoto doméstico sem tratamento no rio, segundo a ONG “SOS Rio Dourado”, a poluição também é ocasionada pelo lançamento de agrotóxicos e dejetos industriais nas águas.
Uma das maiores preocupações das entidades envolvidas no projeto e prefeituras dos municípios localizados às margens do rio Dourado é o fato de que ele é responsável pelo abastecimento de água em muitas cidades. Além disso, em razão dos poluentes, o peixe dourado, que deu nome ao rio, é um exemplar que, a cada dia, está mais difícil de ser encontrado.