Regional

Avaí vai reativar acervo ferroviário

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

Avaí - Hoje, às 10h, a prefeitura de Avaí (39 quilômetros de Bauru) realiza a cerimônia de reinauguração do Museu Municipal Francisco Pitta, que abriga um vasto acervo de fotos e documentos da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil (NOB) e das cidades que cresceram às margens de seus trilhos. A pintura de suas paredes internas e readequação dos espaços busca incluir o prédio no roteiro do Circuito Turístico Caminhos do Centro Oeste Paulista, que reúne dez municípios da região.

Segundo o ex-ferroviário Vivaldo Pitta, responsável por aproximadamente 95% do acervo do museu, a reforma do espaço garante a preservação da memória da ferrovia e da história de Avaí e região. “Ali, o visitante vai encontrar histórias da fundação de cidades como Avaí, Presidente Alves, Pirajuí, Guarantã, Cafelândia e Lins, até Três Lagoas, porque é um trabalho de pesquisa que eu vinha fazendo inclusive através de um jornal que eu tinha, o O Avaiense”, explica.

Além de exemplares do periódico, o museu, que funciona há cerca de oito anos em um imóvel alugado pela prefeitura no Centro da cidade, a cerca de 800 metros da antiga Estação Ferroviária, conta com documentos históricos, fotos, peças antigas que remetem às memórias da ferrovia, como um telégrafo em funcionamento, e uma coleção de livros dos funcionários da antiga Noroeste. “Tem a parte de biblioteca, que tem cerca de 1,2 mil volumes, e a parte literária da Noroeste”, revela.

Além disso, o local conta com acervo de 40 telas pintadas a óleo por Vivaldo, que também é artista plástico, retratando cenas da história de Avaí e da ferrovia. A intenção do ex-ferroviário é transformar o museu em um espaço de referência na área de pesquisa da história da antiga Noroeste e das estradas de ferro para que crianças e adultos possam conhecer um pouco mais sobre seu passado.

Em parceria com o Poder Executivo, Vivaldo também planeja colocar em prática um antigo projeto que busca interligar o museu ao prédio da antiga Estação Ferroviária por meio do aparelho de telégrafo. “A gente está querendo deixar a estação do jeito que ela era nos anos 50”, afirma. “O nosso projeto é um trem de Bauru a Avaí para aproveitar o potencial existente que são as aldeias indígenas e o museu”. O passeio, no total de 42 quilômetros, poderá fazer parte do Circuito Turístico Caminhos do Centro Oeste Paulista, em parceria com dez prefeituras da região.

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