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Nomeação de Teixeira foi homologada pela Justiça

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 2 min

A nomeação do interventor da Associação Hospitalar de Bauru (AHB), Fábio Tadeu Teixeira, foi indicada pelo Ministério Público e homologada pela Justiça. A advertência é do o promotor das fundações, José Carlos Carneiro de Oliveira, que também trabalha na Operação Odontoma. De acordo com ele, Teixeira é um profissional altamente qualificado e de extrema idoneidade.

A afirmação é uma resposta ao Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos e Serviços de Saúde (Seessb) de Bauru, que ingressou na Justiça para pedir o afastamento do interventor. “A remuneração que ele recebe é compatível com a complexidade e qualidade de seu trabalho e com a qualificação dele. Em São Paulo, por exemplo, para cargo de administrador hospitalar, inclusive quando se trata de entidade com eventual interdição, os salários giram em torno de R$ 20 mil a R$ 50 mil”, diz o promotor.

Carneiro informa que, na ocasião da Operação Odontoma, poderia optar tanto pela intervenção quanto pela extinção da AHB. Optou pela primeira para evitar a interrupção dos serviços de saúde, eventuais demissões em massa e calote em servidores.

“Se fosse nomeado um agente público do Estado, automaticamente ocorreria a sucessão de pessoa jurídica, coisa que o Estado não está disposto a fazer”, acrescenta o promotor. Neste caso, todo o déficit da associação passaria para o Estado.

Dívida

“Mas essa bomba não é do Estado. A associação é uma pessoa jurídica de direito privado. Se ocorrer a eventual extinção da AHB, obrigatoriamente o Estado vai ter que assumir. Justo é que a associação se reestruture e possa, efetivamente, honrar seus compromissos, evitando demissões”, afirma Carneiro. Ele diz entender a preocupação do sindicato, classificada como “natural”.

“A eventual participação (da entidade) na ação civil pública é muito bem vinda, até porque nós temos os mesmos objetivos que são preservar os empregos, assegurar a continuidade dos serviços de saúde e também garantir o pagamento de credores. Mas o sindicato em nenhum momento nos procurou para conversar. A nomeação (de Teixeira), como o deferimento da remuneração, está nos autos e é de pleno conhecimento, inclusive dos réus na ação civil pública”, destaca o promotor.

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