Bairros

Areia que assoreou a lagoa do zoo é usada para sanar causa do problema

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 2 min

A erosão que culminou com o assoreamento da lagoa do Zoológico Municipal de Bauru pode estar com seus dias contados. A Centrovias protocolou ontem o projeto final para recuperar a área atingida e as obras deverão estar concluídas em julho. A empresa já trabalha para levar a areia retirada da lagoa para corrigir a erosão. Apesar de comemorar o início da correção do problema, o diretor do zoo, Luiz Pires, lembrou que demorará cerca de cinco anos até a lagoa voltar a ter a mesma limpeza e biodiversidade que possuía antes.

A concessionária informou que entregou ontem o projeto final para o saneamento do problema na Companhia de Tecnologia e Saneamento Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb). As obras no local começaram no dia 18 de abril e devem se estender até julho. O problema começou há alguns anos, após a intervenção da Centrovias para melhoria da rodovia Comandante João Ribeiro de Barros, que liga Bauru a Jaú, e foi provocado pelo carreamento de solo pela água da chuva em área da reserva legal da Universidade Estadual Paulista (Unesp).

Toda a areia levada pela enxurrada acabava na represa do zoológico, que começou a ficar assoreada. No ano passado, o Departamento de Água e Esgoto (DAE) instalou uma draga no local para diminuir o problema, porém o trabalho apenas amenizava o dano. Acionada juridicamente, a Centrovias apresentou planos e ações para sanar o dano.

Pires destaca que toda a areia retirada da lagoa será utilizada para corrigir a erosão. “Ela está sendo preparada para receber a areia. Grande parte do que saiu de lá, voltará para a erosão”, observa. “Vai retornar de onde nunca deveria ter saído”, destaca. A estimativa é que o trabalho de desassoreamento da lagoa do zoológico leve até três meses.

Paralelamente a isso, as obras de contenção da água pluvial no trecho já está em andamento. Na rotatória da avenida Nações Unidas que dá acesso ao zoo, máquinas retroescavadeiras trabalham formando uma área de represamento. A obra funcionará como um “piscinão”, que acumulará a água da chuva, para um escoamento mais ordenado. Na semana que vem, está prevista uma reunião no Ministério Público para a discussão do processo jurídico sobre o caso.

Danof

Pires ressalta que apesar da recuperação estrutural da represa, o lugar ainda levará cerca de cinco anos até retomar toda a diversidade de espécies de antes. “Até voltar a mesma limpeza e quantidade de peixes leva tempo”, destaca. A empresa ainda terá que reflorestar uma área de 23,3 mil metros quadrados - cerca de quatro vezes o tamanho da zona atingida, conforme o Termo de Compromisso de Recuperação Ambiental assinado junto à Cetesb. A exigência acata a Lei do Cerrado. A concessionária se comprometeu ainda a reflorestar toda a margem direita da lagoa do zoo, com 10,6 mil metros quadrados.

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