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Afastados comandantes de policiais acusados de matar motoboy em SP

Folhapress
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São Paulo - O secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo, Antonio Ferreira Pinto, afastou os comandantes da área de trabalho dos quatro policiais militares suspeitos de matar um motoboy, na madurgada de sábado, em São Paulo.

Segundo a secretaria, foram afastados os comandantes são do 22º Batalhão de Polícia Militar Metropolitano e da 3ª Companhia do 22º Batalhão. Os nomes não foram divulgados.

Ainda de acordo com o governo, os comandantes foram afastados “por revelarem, neste lamentável episódio, que não têm o comando da tropa”. A Secretaria de Segurança Pública vai apurar eventual omissão administrativa dos comandantes.

Os policiais militares presos pagaram fiança de R$ 480 cada um, no 43º DP (Cidade Ademar), mas foram presos pela Corregedoria da Polícia Militar, no dia do crime, e permanecem no presídio militar Romão Gomes. Eles serão indiciados por homicídio culposo (sem intenção de matar).

Crime

Segundo nota divulgada pela PM, os policiais avistaram, durante patrulhamento na região da Vila Marari (zona sul de SP) na madrugada de sábado, uma motocicleta transitando sem placa e na contramão.

O motoboy Alexandre Menezes dos Santos, 25 anos, não teria obedecido ao pedido de parada e fugiu. Ele foi abordado na rua Guiomar Branco da Silva - em frente à sua casa - e, após resistência, os policiais aplicaram uma gravata para imobilizar Santos.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública, como a vítima se livrou da imobilização, os policiais aplicaram o golpe novamente, quando Santos teria perdido os sentidos. Os PMs levaram o motoboy para o hospital, mas ele não resistiu.

Outro caso

No dia 10 de abril, outro motoboy também foi morto após ser abordado por policiais militares. Na noite de 9 de abril, Eduardo Luís Pinheiro dos Santos, 30 anos, havia sido detido com outras três pessoas pelos policiais que foram atender uma ocorrência de furto de bicicleta na zona norte de São Paulo. Segundo a corregedoria da PM, os suspeitos foram levados para o batalhão da PM ao invés de irem para a delegacia.

No mesmo dia, por volta da meia-noite, a vítima foi encontrada caída no chão em outra rua da zona norte. Levado a um hospital, não resistiu.

Os nove policiais militares suspeitos de envolvimento na tortura e assassinato do motoboy negaram. O secretário de segurança declarou não ter dúvidas de que morte ocorreu por causa das torturas.

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