Miami - O vazamento de petróleo no Golfo do México poderia ser pior que qualquer coisa já vivenciada pelos Estados Unidos se os esforços para controlá-lo não forem bem-sucedidos, disse a diretora da Agência de Proteção Ambiental, Lisa Jackson, ontem. “Tem o potencial de ser pior que qualquer coisa que já vimos”.
Muitos turistas que iam à Costa do Golfo do México trocaram a ideia de um por do sol na praia por consultas ansiosas à internet, enquanto, por lá, funcionários de hotéis se ocupam respondendo, pelo telefone, questões relacionadas ao derramamento de petróleo, ao clima e se há possibilidade de reembolso do dinheiro. A resposta normalmente é não.
Os telefones também tocam constantemente a centenas de milhas dali, em praias da Costa Atlântica, como a ilha de Hilton Head e Carolina do Sul, onde eles delicadamente tentam fisgar os turistas sem parecer que estão lucrando com o desastre.
O problema foi causado por milhares de galões de petróleo derramados no fundo do mar desde que uma plataforma explodiu no Golfo em 20 de abril, matando 11 pessoas. Bolas de alcatrão invadiram a areia branca das praias da ilha de Dauphin, no Alabama, no fim de semana, e outra quantidade se dirigiu a oeste.
As empresas de turismo de Louisiana a Flórida - e seus clientes - estão ansiosos para ver aonde mais a mancha pode chegar. Turistas que já fizeram reservas estão rastreando o vazamento pela internet e muitos ouviram que terão de encarar uma multa se desistirem da viagem. Karen Muehlfelt tentou cancelar sua ida a Destin, na Flórida, mas não pode engolir a multa de US$ 1.000. Seu hotel de frente para o mar garantiu haver uma série de atividades na costa, como bons campos de golfe e restaurantes.