Para construir e incorporar seu personagem, Carlos Miranda aprendeu um pouco sobre a rotina de um policial rodoviário e começou a se interessar cada vez mais pela profissão.
Em decorrência de sua fama como o “inspetor Carlos”, o que parecia utopia começou a se tornar realidade. Em 1965 o ator foi convidado a entrar na Polícia Rodoviária do Estado de São Paulo.
Após cursar a Academia Militar e prestar um concurso em que obteve a primeira colocação entre 147 candidatos que disputavam apenas três vagas, Carlos Miranda ingressou na Polícia Rodoviária. Em 1988 foi para a reserva com o cargo de tenente-coronel.
“É uma profissão maravilhosa! Talvez o seriado tenha instigado uma vontade que estava implícita dentro de mim, que era a de ser policial rodoviário”, ressalta Carlos. O filme popularizou a profissão, que até então, era pouco conhecida.
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Retorno do sucesso
No ano passado, “O Vigilante Rodoviário” voltou a ser exibido pelo Canal Brasil, trazendo as lembranças das peripécias do “Inspetor Carlos” e do seu cão guia Lobo.
Atualmente Carlos Miranda, que tem uma memória invejável, promove palestras sobre cinema e o sucesso do seriado, além de participar de encontros de carros antigos em todo País e promover o trabalho que a Polícia Militar Rodoviária desenvolve em prol da população.
“É preciso relembrar de onde veio o cinema. Eu não quero passar esquecido”, desabafa o policial rodoviário.
Carlos se casou, teve cinco filhos e oito netos, mas nenhum deles quis seguir o mesmo destino dele. “Meus filhos viraram médicos, advogados, engenheiros, farmacêuticos. Meus netos também não quiseram seguir nenhuma das minhas carreiras de ator ou de policial”, acrescenta, aos risos.