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Postos viram estacionamento e casa de moradores de rua

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 2 min

Morando há anos no Parque Vista Alegre, um idoso que preferiu não se identificar conta que o abandono de um posto de combustíveis próximo à sua casa incomoda. “É perigoso. Tem gente que passa a noite lá. Preferia que ele voltasse a funcionar”, comentou.

O Jornal da Cidade percorreu as principais avenidas de Bauru e identificou pelo menos seis estabelecimentos fechados, aumentando a lista de imóveis abandonados no município. Dos cinco endereços que a reportagem enviou para a prefeitura, três já tinham sido notificados pelo Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) para que seus proprietários tomassem providências.

Em um deles, o dono já tinha sido notificado duas vezes e uma delas já se encontra na dívida ativa da prefeitura. A segunda está em andamento. Outro estabelecimento já estava sendo inscrito na dívida ativa e um terceiro estava com processo de notificação em andamento. Os outros dois seriam visitados pela equipe do CCZ. A prefeitura ressaltou que equipes de controle de endemias realizaram trabalho de combate à dengue nos possíveis focos da doença.

Alguns desses estabelecimentos estão inativos há anos, outros encerraram as vendas há poucos meses, mas mostra que o mercado não é tão favorável assim para o setor. De acordo com o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo (Sincopetro), José Antônio Reghine, o principal motivo do fechamento dessas empresas em Bauru é a guerra de preços que costuma acontecer com frequência na cidade.

Para Reghine, muitos empresários começam a investir, reformar um prédio, mas durante as obras, percebem que os preços estão inviáveis e nem continuam o projeto. “Hoje o álcool mais barato se compra a R$ 1,00 o litro. E tem posto vendendo a R$ 1,06. Não tem como manter o equilíbrio financeiro”, pondera.

Atualmente, Bauru conta com cerca de 115 estabelecimentos do setor. “Até daria para manter todos os postos da cidade, se a concorrência fosse saudável. Da forma como está, predatória, é difícil”, ressalta Reghine.

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