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Corpos dos jovens assassinados por pedreiro são enterrados

Folhapress
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São Paulo - Os corpos dos seis jovens mortos em Luziânia (GO) pelo pedreiro Ademar de Jesus Silva, no início deste ano foram enterrados na tarde de ontem. Cinco das vítimas foram levadas para o cemitério Jardim da Consolação. Os familiares de Flávio Augusto, 14 anos, decidiram enterrá-lo em Brasília.

As seis vítimas foram veladas no ginásio municipal de esportes e a cerimônia foi acompanhada por cerca de duas mil pessoas. O carro do Corpo de Bombeiros levou os corpos até o cemitério.

Investigações

O Instituto de Criminalística da PF (Polícia Federal) concluiu na segunda-feira os laudos dos exames de DNA realizados para identificar os corpos dos seis jovens mortos em Luziânia (GO) no início deste ano.

Os corpos identificados pelos exames de DNA são de: Paulo Victor Vieira de Azevedo Lima, 16 anos; George Rabelo dos Santos, 17 anos; Divino Luiz Lopes da Silva, 16 anos; Flávio Augusto Fernandes dos Santos, 14 anos e Márcio Luiz Lopes de Souza Lopes, 19 anos, além de Eric dos Santos.

Caso

Os corpos dos seis jovens foram encontrados em uma fazenda a 2 km de Luziânia, cidade da região do Entorno de Brasília. Quatro dos corpos estavam só a ossada e dois ainda em estado de decomposição.

Os corpos só começaram a ser localizados no dia 10 de abril, após a PF e a Polícia Civil prenderem o pedreiro Adimar Jesus da Silva, que confessou os crimes e revelou o local onde os jovens estavam enterrados. Dias depois de ser preso, Adimar foi encontrado morto na cela. Segundo a Polícia Civil, o pedreiro teria se “enforcado usando uma corda feita por ele”. A Polícia Civil abriu sindicância para investigar a morte do pedreiro.

Antes da morte dos jovens, o pedreiro já havia sido preso em Brasília, por violência sexual contra crianças e adolescentes, e foi solto dias antes do sumiço do primeiro garoto.

Segundo o TJ do DF, antes de ser libertado, o suspeito passou por todas as avaliações necessárias, incluindo a psicossocial. Já a Promotoria diz que pediu à Justiça em janeiro deste ano fiscalização rigorosa do comportamento do suspeito.

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