Geral

Judiciário tem audiência no TJSP hoje

Alexandre Padilha
| Tempo de leitura: 2 min

Hoje, as reivindicações dos funcionários do Poder Judiciário do Estado de São Paulo, que estão em greve em Bauru desde o dia 6 de maio, serão discutidas em audiência com o presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), Antônio Carlos Viana Santos. Depois de terem conseguido, na última quarta-feira, a aprovação do plano de carreira na Assembleia Legislativa, os trabalhadores do Judiciário permanecem paralisados visando o reajuste salarial de 20,16%.

De acordo com o presidente da Associação dos Funcionários do Poder Judiciário de Bauru, Vlademir Justo, uma reunião foi agendada com o presidente do TJSP para discutir a viabilidade do reajuste salarial de 20,16% para a categoria. Entretanto, Vlademir afirma não ter certeza de qual será o teor da conversa entre as partes.

“Nós acreditamos que a reunião com o presidente do Tribunal funcionará como uma nova negociação, mas nunca temos certeza do que será apresentado”, revela ao lembrar que, durante a primeira rodada de negociações, o TJSP ofereceu 4,17% aos grevistas, que rejeitaram a proposta e mantiveram a paralisação.

Por outro lado, Vlademir considera positiva a aprovação do plano de carreira da categoria, que passou na última quarta-feira pela Assembleia Legislativa de São Paulo e foi encaminhada para o governador do Estado, que deve analisar a proposta e dar ou não sua sanção para a medida ser efetivada.

Mas Vlademir pondera. “Tivemos uma vitória muito grande que foi a aprovação de nosso plano de carreira de salário, mas isso já havia sido prometido há cinco anos. Então, entendemos que isso é um direito dos trabalhadores e vamos continuar o movimento para conseguir a reposição salarial que consideramos justa, de 20,16%”.

Após a audiência com o presidente do TJSP, a Associação dos Funcionários do Poder Judiciário de Bauru pretende organizar uma nova assembleia, ainda sem data definida. “Depois da reunião, provavelmente realizaremos outra assembleia para discutir o que foi decidido com o presidente do Tribunal e como será nossa resposta, se manteremos a paralisação”, informa Vlademir.

Comentários

Comentários