A desconfiança impediu o avanço da Bovespa ontem, onde os balanços corporativos positivos foram parcialmente ofuscados pela notícia de que oito bancos americanos estão sendo investigados pelo Estado de Nova York, suspeitos de fornecerem às agências de classificação de risco informações falsas para aumentar os ratings dos ativos hipotecários, conforme afirmou o jornal The New York Times.
A informação, aliada à continuada preocupação com a situação fiscal europeia, fez com que o principal índice à vista da bolsa fechasse em queda ontem, perdendo mais uma vez os 65 mil pontos. Neste mês, a bolsa só teve três pregões de alta até o momento. O Ibovespa encerrou o dia com recuo de 0,67%, a 64.788,22 pontos, depois de abrir estável e oscilar entre a máxima de 65.427 pontos (+0,31%) e a mínima de 64.738 pontos (-0,74%). No mês, a Bovespa acumula queda de 4,06%, enquanto em 2010 o recuo é de 5,54%.
“O mercado está sem fluxo, desconfiado com essa notícia de investigação de bancos, por isso a bolsa segue ao passo da valsa - dois para lá, dois para cá”, ilustrou Pedro Galdi, analista da SLW Corretora.
De acordo com o New York Times, os bancos que estão sendo investigados pela promotoria federal dos EUA são Goldman Sachs, Morgan Stanley, UBS, Citigroup, Credit Suisse, Deutsche Bank, Crédit Agricole e Merrill Lynch - que agora pertence ao Bank of America.
Já as companhias de classificação de risco que deram os ratings às operações ligadas a hipotecas a esses bancos são Standard & Poor’s, Fitch Ratings e Moody’s. Foi o setor de hipotecas imobiliárias de segunda linha, ou subprime, o gatilho para a mais recente crise financeira global. As bolsas em Nova York tiveram quedas fortes: O índice Dow Jones recuou 1,05%, enquanto o S&P 500 perdeu 1,22% e a Nasdaq caiu 1,26%.
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RENDA FIXA
Renda bruta: 9,55%
Ganho líquido/30 dias: 0,61%
Pela taxa média de 9,55% ao ano paga a grandes investidores, uma aplicação em CDB prefixado com prazo de 30 dias corridos e 21 dias úteis foi fechada ontem com rendimento bruto de 0,76% e líquido de 0,61%. A média de retorno para uma aplicação de pequena quantia de recursos, de acordo com o critério de cada instituição, era de 7,64% ao ano, com rentabilidade bruta de 0,61% e líquida de 0,49%.
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BOLSA DE SP
Bovespa: baixa de 0,67%
Volume: R$ 5,22 bilhões
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) terminou a quinta-feira com uma desvalorização de 0,67%, aos 64.788,22 pontos e com um giro financeiro de R$ 5,22 bilhões negociados.
Em Nova York, nos Estados Unidos, o índice Dow Jones fechou com uma baixa de 1,05% e o índice Nasdaq recuou 1,26%.
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OURO
Ouro/grama: R$ 73,00
Variação: queda de 1,08%
Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o grama do ouro fechou o dia de ontem negociado a R$ 73,00, com uma desvalorização de 1,08% em comparação com o fechamento de anteontem.
Na Comex, divisão de metais da Bolsa Mercantil de Nova York, a onça-troy do metal era cotada a US$ 1,233,10, apresentando baixa de 0,33% às 17h49 de ontem.
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DÓLAR
Comercial: R$ 1,777
Variação: alta de 0,11%
O dólar comercial encerrou a quinta-feira com uma em valorização de 0,11%, valendo R$ 1,776 na compra e R$ 1,777 na venda. O dólar paralelo terminou o dia estável, negociado a R$ 1,810 para a compra e a R$ 1,950 para a venda. O dólar turismo sofreu uma queda de 0,21%, cotado a R$ 1,790 na compra e a R$ 1,883 na venda.
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Tendências no mercado
Contratos de dólar futuro com vencimento em junho fecharam a R$ 1,784,00 na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), em alta de 0,25% às 17h54. O Índice Bovespa Futuro para junho fechou em queda de 0,74% aos 65.165, e contratos de juros futuros (DI) com vencimento em janeiro de 2011 e janeiro de 2012 a 11,120% e 12,300%, respectivamente.