Internacional

Para o papa, casamento gay e aborto ameaçam bem comum


| Tempo de leitura: 2 min

Vaticano - O papa Bento XVI afirmou ontem que o aborto e o casamento entre pessoas do mesmo sexo são duas das mais insidiosas e perigosas ameaças que o mundo enfrenta atualmente. Em encontro com educadores católicos e assistentes sociais de Portugal, Bento XVI disse que ambos são opostos ao “bem comum” e defendeu a família “baseada no matrimônio indissolúvel entre um homem e uma mulher”.

“As iniciativas que têm como objetivo ensinar os valores essenciais e primários da vida, desde sua concepção, e da família (...), ajudam a responder a alguns dos mais insidiosos e perigosos desafios que hoje se opõem ao bem comum”, disse o papa. Bento XVI disse ainda que estas iniciativas constituem “elementos essenciais para a construção da civilização do amor”.

Como muitos países na Europa Ocidental, Portugal afastou-se de suas raízes católicas e tem preocupado o Vaticano com a aprovação de leis permitindo o aborto e o divórcio, mesmo quando um dos cônjuges se opõe.

No início deste ano, o Parlamento aprovou uma lei que visa tornar o país o sexto na Europa no qual casais do mesmo sexo podem se casar. O presidente do país deve agora aprovar a legislação. Bento XVI, nascido na Alemanha, deixou claro seu descontentamento com tais tendências na Europa e tornou uma prioridade de seu papado lembrar aos europeus que o cristianismo constitui uma base de grande parte da sua cultura e identidade, e que eles não devem tentar viver sem Deus. Nos cinco anos de seu papado, nove de 15 viagens ao exterior foram para a Europa.

Missa

Cerca de 500 mil pessoas de todo o mundo assistiram ontem à missa celebrada pelo papa na esplanada de Fátima, em Portugal. O número supera os 400 mil fiéis que acompanharam, em 2000, a visita de João Paulo II ao santuário, para a beatificação de Jacinta e Francisco, duas das crianças que disseram ter recebido visita da Virgem Maria, em 13 de maio de 1917.

Para o Vaticano, a presença de uma multidão tão grande no emblemático santuário representa uma mensagem de apoio a Bento XVI, que enfrenta a maior crise de seu papado com o escândalo de pedofilia e do acobertamento dos crimes na Igreja Católica. O papa rezou pela humanidade “oprimida pelas misérias e sofrimentos” no Santuário de Fátima, onde é lembrada a aparição de Nossa Senhora às três crianças pastoras. O pontífice lembrou os episódios vividos por Francisco, Jacinta e Lucía e admitiu sentir “inveja por eles terem visto Nossa Senhora”.

Após a homilia, o pontífice se reuniu com religiosos portugueses e manteve encontro com bispos de Portugal. Hoje, ele irá à cidade do Porto. Lá realizará outra eucaristia antes de voltar a Roma.

Comentários

Comentários