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Paquistão prende suspeito ligado a ataque em NY


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Islamabad - O Paquistão prendeu um suspeito ligado ao Taleban paquistanês que disse ter ajudado o acusado do ataque frustrado à Times Square, em Nova York, informou o jornal “The Washington Post”, citando oficiais americanos. Acredita-se que o suspeito, sob custódia no Paquistão, tenha ligações com o Tehrik-e-Taliban Pakistan (TTP), ou Movimento Taleban do Paquistão, segundo o jornal.

Ainda ontem, foram presos nos EUA três paquistaneses suspeitos de terem financiado Faisal Shahzad, acusado de um ataque frustrado contra a Times Square no último dia 1º. Investigadores disseram não estar claro se os três homens sabiam para que o dinheiro seria usado.

“Essas pessoas podem ser completamente inocentes e não sabiam para o que estavam dando dinheiro”, disse um oficial americano, na condição de anonimato. “Mas está claro que há uma ligação.”

De acordo com o porta-voz do setor de imigração dos EUA Brian Hale, as três pessoas foram detidas por violações contra a lei de imigração: duas em Boston e uma terceira no Maine. Seus nomes não foram revelados.

Autoridades federais vasculhavam casas e empresas em uma série de batidas coordenadas centradas nos subúrbios de Boston, em Nova York e Nova Jersey. Segundo a porta-voz do FBI, Gail Marcinkiewicz, as buscas foram produto de evidências recolhidas nas investigações, e “não há ameaça imediata ou plano terrorista contra os EUA”.

Prisões

“Essas são pessoas ligadas ao sr. Shahzad, ainda estamos tentando determinar exatamente qual a natureza da ligação”, disse o promotor geral americano Eric Holder, durante um evento de cuidado à saúde, referindo-se ao acusado de planejar o atentando frustrado.

“Há ao menos uma base para acreditar que uma das coisas que eles fizeram foi fornecer fundos a Shahzad, e estamos tentando rastrear isso”, disse Holder, que classificou as prisões como um passo significativo.

Os dois detidos em Boston tinham uma “ligação direta” com Shahzad, segundo fontes próximas das investigações. Os dois supostamente forneceram dinheiro ao acusado da ação, que é paquistanês naturalizado americano. No entanto, ainda não ficou claro se eles sabiam que fim o dinheiro teria ou se apenas tentavam ajudá-lo, como é comum entre estrangeiros.

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