Regional

São Manuel e Botucatu estão com as cadeias públicas superlotadas

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

As cadeias de São Manuel (69 quilômetros de Bauru) e Botucatu (100 quilômetros de Bauru) estão superlotadas. Mesmo após a limitação judicial imposta à cadeia de Botucatu, ela está com 27,5% a mais no número de presos. A população carcerária acima da capacidade demonstra, para o delegado seccional de Botucatu, Antonio Soares da Costa Neto, que a polícia prende muito e que o número de vagas não acompanha a evolução da criminalidade. Juntas as cidades têm 170 vagas e estão com 372 presos, ou seja 119% a mais.

Neto disse que a situação das duas cadeias é preocupante. São Manuel tem capacidade para 50 presos e no momento está com 219, 3% acima da capacidade. “São 215 presos com idade acima de 18 anos e quatro adolescentes. A de Botucatu, tem população limitada a 120 presos, mas está com 153, quase 30% a mais.”

Como se não bastasse os presos das duas cidades, Botucatu ainda recebe presos de Itapetininga. “A população carcerária só aumenta. Entra gente todo dia nas cadeias e as transferências não acompanham o mesmo ritmo. Uma semana por mês, como parte do rodízio, recebemos pelo menos 10 presos daquela região, o que coopera com a superlotação.”

Para o seccional, a instalação do Centro de Detenção Provisória (CDP) poderia solucionar o problema, mas a construção não saiu do papel. “Temos uma limitação judicial de 120 presos em Botucatu, mesmo assim estamos com 153. Tomamos todas as medidas cabíveis. O Departamento de Polícia Judiciária São Paulo Interior (Deinter 7) solicitou 100 vagas. Recebemos 30. Os presos serão transferidos na segunda-feira, isso ameniza, mas não resolve. Estamos aguardando a Secretaria das Administrações Penitenciárias (SAP) disponibilizar mais vagas.”

Neto frisa que a fiscalização policial está sendo rígida, o que aumenta o número de prisões. “Temos percebido que o crime está migrando para cidades menores. Os marginais perceberam que nas cidades de menor porte há menos policiamento e nós estamos fazendo operações de combate constante aqui na nossa área. Em todas elas, prendemos suspeitos e condenados.”

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