Geral

Sorri vai se transformar em grande centro de reabilitação

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 3 min

Para transformar a Sorri em um grande hospital de reabilitação, o governo estadual, por meio da Secretaria de Estado da Saúde, deverá investir pesado na entidade neste ano. De acordo com o deputado estadual Pedro Tobias (PSDB), o objetivo é aumentar as áreas de atendimento e a capacidade para acolher pacientes da Sorri, que atualmente já recebe cerca de 600 usuários de Bauru e região diariamente. João Carlos de Almeida, o JoãoBidu, presidente da entidade, destaca que um projeto inicial já foi apresentado e aprovado pelo Estado, e que ainda são discutidos os detalhes dessa “transformação”.

“É um projeto total de R$ 10 milhões, que serão repassados ao longo do ano”, destaca o deputado. Ele lembra que a cidade não foi contemplada com uma unidade do programa Rede de Reabilitação Lucy Montoro, da Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência, e que esse público não podia ficar desassistido. Foram aprovadas unidades para Jaú e Marília - nessa última já está em fase de obras.

Tobias observa que a metamorfose da Sorri teve início em março, quando a entidade alterou seu estatuto e passou a ser uma Organização Social de Saúde (OSS). Após ter um projeto aprovado, a Sorri e a Secretaria de Estado da Saúde deverão discutir os detalhes sobre atendimento e investimento em infraestrutura.

De acordo com JoãoBidu, o processo está em fase inicial. “Estamos no começo, mas estamos caminhando”, diz. Ele destaca que para se adequar à nova proposta, o prédio da Sorri deverá ser ampliado e remodelado. “Atualmente, estamos em instalações adaptadas. O imóvel foi construído na época em que o objetivo principal era a formação profissional. Agora, está adaptado à reabilitação. Para uma nova fase, é preciso investir no prédio, em equipamentos e também na ampliação da equipe de trabalho”, pontua.

Para JoãoBidu, a Sorri está preparada para esse novo desafio. “É claro que precisamos manter o processo de aprendizado, mas durante esses anos, já adquirimos experiência com o nosso público”, destaca. Atualmente, a demanda de atendimento da entidade não para de crescer. Como recebe pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), a Sorri é bastante procurada. “Hoje, lamentavelmente, existe fila de gente esperando para ser atendida”, observa o presidente. Porém, ele acredita que com a ampliação planejada, essa demanda poderá ser suprida.

A diretora executiva da instituição, Elizabete Nardi, destaca que o processo ainda está em discussão com o Estado, mas já foi referendado. “A Sorri já é uma OSS, o que permite trabalhar de maneira diferenciada”, observa. “Já foi aprovado um projeto pelo Estado e os detalhes estão sendo negociados”, explica.

____________________

Perfil

Há 33 anos em Bauru, a Sorri atende diariamente uma média de 600 pessoas de 68 municípios, entre bebês, crianças, adolescentes, adultos e idosos. Todos os atendimentos são gratuitos, realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Atualmente, cerca de 200 funcionários entre ortopedistas, neurologistas, pediatras, fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, assistentes sociais, instrutores, membros do programa Saúde da Família, entre outros, compõem o quadro da Sorri, além dos voluntários.

A entidade recebe verba das três esferas - municipal, estadual e federal -, que corresponde a 30% de seu investimento mensal. Os outros 70% são arrecadados por meio de doações e empresas parceiras, que colaboram com doação de dinheiro, alimentos ou equipamentos.

Além disso, a Sorri também tem o setor de projetos comunitários, que busca parcerias para o desenvolvimento de atividades. A entidade ainda mantém serviços de órteses, próteses e meios auxiliares de locomoção.

Comentários

Comentários