Esportes

Copa Davis: Cronistas elogiam cobertura da Copa Davis feita pelo JC

Wagner Teodoro
| Tempo de leitura: 5 min

Dentro de quadra os tenistas brasileiros fizeram sua parte e derrotaram o Uruguai por 5 a 0 no confronto entre as equipes pelo Zonal I Americano da Copa Davis, em Bauru. Fora de quadra, na opinião dos jornalistas especialistas na modalidade e que marcaram presença no evento, a estrutura montada para o evento e a cobertura feita pelo Jornal da Cidade se destacaram entre os pontos positivos. Para Maurício Ronaldo, locutor oficial da Copa Davis e editor do Tennis Personal, único guia de tênis do Brasil; Chiquinho Leite Moreira, do blog tenis.comchiquinho e comentarista da modalidade na BandSports; e Sergio Goloubintseff, diretor de revista Tenis Plus, do Uruguai, os fatores extraquadra foram irrepreensíveis.

O evento atraiu diversos veículos de mídia do Brasil e do Exterior - sites, revistas, jornais, entre outros -, que deram amplo destaque à competição em Bauru. No entanto, Ronaldo destaca a cobertura do Jornal da Cidade, que qualifica como a mais abrangente já vista em seu tempo de Davis. “Foi a maior e mais completa cobertura jornalística impressa que vi até hoje de uma Copa Davis no Brasil nos 12 anos em que estou na Davis. Caderno especial todos os dias, várias páginas com fotos e matérias, várias pautas que foram buscar para passar para o público. Isso foi muito importante. As próprias dicas de como o público se comportar na quadra. Todas as informações dos jogadores. Foi fantástico, completo”, elogia Ronaldo.

Moreira também aprovou a cobertura do JC. “O apoio não vem só do público ou da Prefeitura, mas a mídia está tratando com a mesma relevância. No saguão do hotel, ao ler o Jornal da Cidade, edição de domingo - repleta de bom conteúdo - vi na contracapa do caderno de esportes uma página inteira sobre a Davis, com reportagens das mais interessantes, bem escritas e assuntos diversificados, num bom trabalho do editor, sem dúvida”, postou em seu blog.

A opinião dos brasileiros é corroborada por Goloubintseff. “Onde o Brasil joga há sempre muita imprensa. A cobertura do Jornal da Cidade foi excelente, sobretudo os cadernos especiais que nos ajudaram muito como imprensa estrangeira, trabalhando muito profissionalmente”, opinou o jornalista uruguaio.

Outro ponto que chamou a atenção dos especialistas em tênis foi a estrutura montada, como a Cidade do Tênis. “Foi uma das melhores estruturas de Davis de que já participei. Igual a outras grandes que trabalhei, como Rio de Janeiro, Florianópolis... Não perdeu em nada para estes grandes eventos e até ficou acima de outros que participei”, considera Ronaldo. “Bauru surpreendeu com bom serviços e um grande estádio”, acrescenta Goloubintseff. Moreira exalta não só a estrutura montada no Bauru Tênis Clube, mas o clima que tomou conta da Cidade do Tênis. “A atmosfera em Bauru para os jogos da Copa Davis revelou-se perfeita, na medida exata de um confronto Brasil e Uruguai, valendo vaga para o playoff. Um evento em que o tênis pôde festejar a volta de um grande público. Na sexta-feira, primeiro dia de jogos, um trânsito enorme marcou a entrada no BTC.

O que a princípio seria dor de cabeça, por outro lado revelou o interesse da torcida. Afinal, há quantos anos não vemos fila para ingressos para jogos de tênis no Brasil? Não se pode negar que a torcida, o clima nas arquibancadas e o apoio foram marcantes. Enfim, Bauru reviveu o glamour dos jogos da Copa Davis”, comenta em seu blog o badalado jornalista.

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Placar de 5 a 0 causou surpresa

Além dos elogios à cobertura e estrutura da Copa Davis em Bauru, outro ponto de consenso entre os especialistas é de que o placar de 5 a 0 para o Brasil foi uma surpresa. “Nós tínhamos a previsão que o Brasil poderia ganhar, mas não achei que fosse ganhar de 5 a 0. Foi uma surpresa e uma alegria para todos”, aponta Maurício Ronaldo. O jornalista aprofunda sua análise. “O jogo de duplas foi decisivo. A dupla foi o que definiu mesmo o confronto, sempre valorizo o jogo de duplas, que é muito importante na Copa Davis”, observa.

O desfalque de Pablo Cuevas é diagnosticado pelo uruguaio Sergio Goloubintseff como fator que abriu caminho para um duelo mais tranquilo para o Brasil. “A participação do Brasil foi muito boa. A equipe lutando para chegar aos playoffs com todo seu potencial. O Uruguai teve uma atuação meritória, sem seu número um, Pablo Cuevas. Com a presença dele, a equipe teria boas chances para ganhar a série”, considera o jornalista.

Ronaldo concorda com o colega estrangeiro. “A falta do (Pablo) Cuevas favoreceu o time brasileiro. O que poderia complicar nosso jogo seria a presença do Cuevas. À medida que ele não estava jogando, facilitou nossa vitória”, entende. No entanto, Ronaldo lembra que o time rival conseguiu causar dificuldades. “Mesmo assim, o jogo do Thomaz Bellucci, o segundo de simples, não foi tão fácil assim. Ganhou de 3 a 0, mas não foi um jogo que teve facilidade, mesmo o Bellucci sendo o número 28 do mundo e o Martin (Cuevas) o 853º colocado. Achei que ele iria ganhar mais fácil”, declara.

Chiquinho Leite Moreira também cita o desfalque de Cuevas, as dificuldades do Uruguai e ressalta a postura dos brasileiros no confronto. “Não existia uma rivalidade acirrada, pois o Uruguai veio desfalcado. Esteve sem seu principal jogador, Pablo Cuevas, e o país vizinho viajou para este confronto sem a devida estrutura, como a presença de um médico e de um fisioterapeuta na equipe. Mesmo com o amplo favoritismo, os brasileiros jogaram com o devido respeito e deram um bom espetáculo para a torcida, ansiosa por um grande evento em um clube com tamanha tradição no tênis, como o Bauru Tênis Clube”, escreveu o cronista em seu blog.

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