JC Criança

Entre na luta contra a dengue

Ana Paula Pessoto
| Tempo de leitura: 10 min

A dengue é um dos principais problemas de saúde pública no mundo atual. De acordo com estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 50 milhões a 100 milhões de pessoas é infectada anualmente. Desses números, 550 mil doentes precisam de hospitalização e 20 mil deles morrem por causa da dengue. Uma triste realidade, mas possível de ser mudada por meio da conscientização e da união da população com o poder público.

Em Bauru, no ano de 2009, foram registrados 23 casos de dengue, sendo 19 autóctones e quatro importados. Casos autóctones são os contraídos na cidade, já os importados são aqueles contraídos em outras localidades. Até o fechamento desta edição do JC Criança, o Instituto Adolfo Lutz, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, já havia confirmado 381 casos de dengue na cidade, dos quais 46 importados e 335 autóctones.

Mas, afinal, o que é a dengue? A dengue é uma doença transmitida por um mosquito (malária, febre amarela e leishmaniose são outros exemplos de doenças transmitidas por mosquitos). Ela é contraída após o vírus penetrar no organismo pela picada de um mosquito infectado, da espécie Aedes aegypti, que se desenvolve principalmente em lugares de clima quente e úmido. A dengue não é transmitida de uma pessoa para outra.

Quem está bastante afiada no assunto é a galerinha do 3º ano D da Escola Estadual Henrique Bertolucci. Os alunos desenvolveram um trabalho com a professora Maria do Carmo Caputo Grossi e aprenderam o que é preciso fazer para dar um pontapé no mosquito transmissor da dengue.

Com as mãos erguidas, todos queriam falar sobre o que aprenderam com a equipe do JC Criança. “Não podemos deixar água parada nos vasos de plantas, esses são os lugares que eles mais gostam de botar os ovos”, lembra Felipe Muller Pereira, 8 anos. “Não deixar água parada dentro de pneus também é importante”, acrescenta Paola Canalle, 7 anos.

Quanto aos sintomas, Brhayan Cristofoli de Souza, 8 anos, sabe que a febre alta é um dos mais comuns. “A pessoa fica muito quente mesmo.” Dores de cabeça, nos músculos e nas articulações, indisposição, cansaço, enjoos, vômitos, manchas vermelhas na pele e dor abdominal são outros sintomas comuns.

Aos primeiros sintomas da doença, a Secretaria Municipal de Saúde aconselha a população a procurar uma unidade básica de saúde mais próxima. Somente um médico deve tratar os sintomas como as dores e a febre. Nesse período, o paciente deverá ficar em observação médica, repouso e tomar bastante líquido.

Transmissor

O mosquito Aedes aegypti mede menos de 1 centímetro, tem aparência inofensiva, cor café ou preta e listras brancas no corpo e nas pernas. Costuma picar nas primeiras horas da manhã e nas últimas da tarde, evitando as temperaturas mais altas. Mas mesmo nas horas quentes, ele pode atacar à sombra, dentro ou fora de casa e há suspeitas de que alguns ataquem também durante a noite. A picada não dói nem coça.

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Passeata

Dia 5 de maio, 140 alunos do Colégio Dinâmico se uniram em passeata para chamar a atenção dos bauruenses contra o mosquito da dengue. Os alunos percorreram as ruas do bairro próximas à escola.

O manifesto foi resultado do “Projeto Combate à Dengue”, que a escola desenvolveu em parceria com a professora de ciências e biologia Renata Crepaldi. Alunos do ensino fundamental 2, ensino médio e professores participaram da mobilização.

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Quanto mais cedo, melhor

Mudar os hábitos e conscientizar sobre a necessidade de acabar com os criadouros das larvas do mosquito transmissor da dengue é a tarefa mais difícil quando o assunto é acabar com o Aedes aegypti.

“Parece que as pessoas não acreditam na importância de ações simples como limpar o próprio quintal ou não jogar lixo no terreno vizinho”, desabafa o diretor do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), José Rodrigues Gonçalves Neto. “Acho que a saída está a longo prazo, ou seja, ensinar o que fazer às crianças. Elas aprendem a lição com mais facilidade”, afirma.

Confirmando o que Neto acredita, os alunos da 3ª série A da Escola Estadual Silvério São João, turma da professora Sandra Moreira, não deixam água parada em casa. “Sempre fiscalizo os vasos de plantas para ver se não têm água”, diz Isabella Tereza Lima dos Santos, 9 anos.

Assim como a amiga, Marcelo Eduardo Ribeiro Venturini, 8 anos, e Jhonny William Zanelato, 9 anos, tomam todos os cuidados necessários em casa, ainda mais porque os dois já encontraram larvas do mosquito no quintal. “Minha mãe deixou uma bacia com água por muito tempo e achei larvas lá”, conta Marcelo. “Eu encontrei dentro de um pneu velho do meu pai”, lembra Jhonny.

Anna Eduarda Henrique, 9 anos, e Vitória Brison Silva, 9 anos, aprenderam a lição passada em sala de aula e também fazem tudo direitinho em casa. “Uma amiga da minha mãe chegou a ficar em coma por causa da dengue. Precisamos tomar muito cuidado”, ressalta Anna.

Já Vitória está sempre atenta aos sintomas: “Sei que a pessoa fica com fortes dores e não consegue nem se levantar da cama”, explica. “Ah, também podem aparecer manchas vermelhas e os olhos ficam doendo”, completa Gustavo Adra Grizinsky de Brito, 9 anos.

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Todos contra um

Deixar o quintal livre de água parada e lixo é muito importante. Porém, de nada adianta se o seu vizinho não fizer a parte dele. O mosquito contaminado pode sair do quintal dele e picar você em sua casa limpinha. “Cada um deve fazer a sua parte. Onde há casos confirmados, as equipes de agentes de controle de endemias do CCZ vistoriam os imóveis e realizam a nebulização”, diz o diretor do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), José Rodrigues Gonçalves Neto.

Nebulização é a aplicação de inseticidas, dentro e fora de casas, em um raio de 200 metros do lugar onde estão os casos positivos de dengue. “Pedimos para as pessoas saírem de perto e retirarem os animais domésticos como prevenção, porque alguns podem ser sensíveis ao produto”, explica. A dengue é um dos principais problemas de saúde pública no mundo atual. De acordo com estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 50 milhões a 100 milhões de pessoas é infectada anualmente. Desses números, 550 mil doentes precisam de hospitalização e 20 mil deles morrem por causa da dengue. Uma triste realidade, mas possível de ser mudada por meio da conscientização e da união da população com o poder público.

Em Bauru, no ano de 2009, foram registrados 23 casos de dengue, sendo 19 autóctones e quatro importados. Casos autóctones são os contraídos na cidade, já os importados são aqueles contraídos em outras localidades. Até o fechamento desta edição do JC Criança, o Instituto Adolfo Lutz, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, já havia confirmado 381 casos de dengue na cidade, dos quais 46 importados e 335 autóctones.

Mas, afinal, o que é a dengue? A dengue é uma doença transmitida por um mosquito (malária, febre amarela e leishmaniose são outros exemplos de doenças transmitidas por mosquitos). Ela é contraída após o vírus penetrar no organismo pela picada de um mosquito infectado, da espécie Aedes aegypti, que se desenvolve principalmente em lugares de clima quente e úmido. A dengue não é transmitida de uma pessoa para outra.

Quem está bastante afiada no assunto é a galerinha do 3º ano D da Escola Estadual Henrique Bertolucci. Os alunos desenvolveram um trabalho com a professora Maria do Carmo Caputo Grossi e aprenderam o que é preciso fazer para dar um pontapé no mosquito transmissor da dengue.

Com as mãos erguidas, todos queriam falar sobre o que aprenderam com a equipe do JC Criança. “Não podemos deixar água parada nos vasos de plantas, esses são os lugares que eles mais gostam de botar os ovos”, lembra Felipe Muller Pereira, 8 anos. “Não deixar água parada dentro de pneus também é importante”, acrescenta Paola Canalle, 7 anos.

Quanto aos sintomas, Brhayan Cristofoli de Souza, 8 anos, sabe que a febre alta é um dos mais comuns. “A pessoa fica muito quente mesmo.” Dores de cabeça, nos músculos e nas articulações, indisposição, cansaço, enjoos, vômitos, manchas vermelhas na pele e dor abdominal são outros sintomas comuns.

Aos primeiros sintomas da doença, a Secretaria Municipal de Saúde aconselha a população a procurar uma unidade básica de saúde mais próxima. Somente um médico deve tratar os sintomas como as dores e a febre. Nesse período, o paciente deverá ficar em observação médica, repouso e tomar bastante líquido.

Transmissor

O mosquito Aedes aegypti mede menos de 1 centímetro, tem aparência inofensiva, cor café ou preta e listras brancas no corpo e nas pernas. Costuma picar nas primeiras horas da manhã e nas últimas da tarde, evitando as temperaturas mais altas. Mas mesmo nas horas quentes, ele pode atacar à sombra, dentro ou fora de casa e há suspeitas de que alguns ataquem também durante a noite. A picada não dói nem coça.

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Passeata

Dia 5 de maio, 140 alunos do Colégio Dinâmico se uniram em passeata para chamar a atenção dos bauruenses contra o mosquito da dengue. Os alunos percorreram as ruas do bairro próximas à escola.

O manifesto foi resultado do “Projeto Combate à Dengue”, que a escola desenvolveu em parceria com a professora de ciências e biologia Renata Crepaldi. Alunos do ensino fundamental 2, ensino médio e professores participaram da mobilização.

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Quanto mais cedo, melhor

Mudar os hábitos e conscientizar sobre a necessidade de acabar com os criadouros das larvas do mosquito transmissor da dengue é a tarefa mais difícil quando o assunto é acabar com o Aedes aegypti.

“Parece que as pessoas não acreditam na importância de ações simples como limpar o próprio quintal ou não jogar lixo no terreno vizinho”, desabafa o diretor do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), José Rodrigues Gonçalves Neto. “Acho que a saída está a longo prazo, ou seja, ensinar o que fazer às crianças. Elas aprendem a lição com mais facilidade”, afirma.

Confirmando o que Neto acredita, os alunos da 3ª série A da Escola Estadual Silvério São João, turma da professora Sandra Moreira, não deixam água parada em casa. “Sempre fiscalizo os vasos de plantas para ver se não têm água”, diz Isabella Tereza Lima dos Santos, 9 anos.

Assim como a amiga, Marcelo Eduardo Ribeiro Venturini, 8 anos, e Jhonny William Zanelato, 9 anos, tomam todos os cuidados necessários em casa, ainda mais porque os dois já encontraram larvas do mosquito no quintal. “Minha mãe deixou uma bacia com água por muito tempo e achei larvas lá”, conta Marcelo. “Eu encontrei dentro de um pneu velho do meu pai”, lembra Jhonny.

Anna Eduarda Henrique, 9 anos, e Vitória Brison Silva, 9 anos, aprenderam a lição passada em sala de aula e também fazem tudo direitinho em casa. “Uma amiga da minha mãe chegou a ficar em coma por causa da dengue. Precisamos tomar muito cuidado”, ressalta Anna.

Já Vitória está sempre atenta aos sintomas: “Sei que a pessoa fica com fortes dores e não consegue nem se levantar da cama”, explica. “Ah, também podem aparecer manchas vermelhas e os olhos ficam doendo”, completa Gustavo Adra Grizinsky de Brito, 9 anos.

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Todos contra um

Deixar o quintal livre de água parada e lixo é muito importante. Porém, de nada adianta se o seu vizinho não fizer a parte dele. O mosquito contaminado pode sair do quintal dele e picar você em sua casa limpinha. “Cada um deve fazer a sua parte. Onde há casos confirmados, as equipes de agentes de controle de endemias do CCZ vistoriam os imóveis e realizam a nebulização”, diz o diretor do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), José Rodrigues Gonçalves Neto.

Nebulização é a aplicação de inseticidas, dentro e fora de casas, em um raio de 200 metros do lugar onde estão os casos positivos de dengue. “Pedimos para as pessoas saírem de perto e retirarem os animais domésticos como prevenção, porque alguns podem ser sensíveis ao produto”, explica.

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