Mogadício - Insurgentes islâmicos atacaram com morteiros um prédio na Capital da Somália, Mogadício, onde o Parlamento estava se reunindo ontem pela primeira vez no ano. Forças do governo apoiadas por soldados da força de paz da União Africana revidaram o ataque. O confronto deixou ao menos 16 civis mortos e 31 feridos, segundo Ali Muse, chefe do serviço de ambulância da Capital.
O número de vítimas pode aumentar. A agência Efe fala em 25 mortos e 60 feridos. Nenhum parlamentar foi morto ou ferido no ataque, segundo o porta-voz da polícia, Abdullahi Hassan Barise.
Sessões anteriores do Parlamento tinham sido adiadas desde dezembro por causa de ameaças do grupo radical islâmico Al Shabab, ligado à rede terrorista Al-Qaeda, que atua no país do Chifre da África. Alguns parlamentares chegaram a deixar a Capital somali e se instalaram em países vizinhos, por razões de segurança.
Militantes mataram ao menos nove parlamentares nos últimos anos por apoiarem o governo do presidente somali, xeque Sharif Sheik Ahmed. O governo não conseguiu oferecer segurança a eles porque apenas controla parte da cidade.
A Somália, que não conta com um governo efetivo desde 1991, quando o ditador Siad Barre foi derrubado, vive em um estado de guerra permanente entre o governo, apoiado pela comunidade internacional, milícias radicais fundamentalistas islâmicas e clãs tribais armados.
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Iêmen
Dubai - A ala regional da Al-Qaeda no Iêmen ameaçou atacar os Estados Unidos caso algo aconteça a um clérigo radical de nacionalidade norte-americana que está sendo procurado, vivo ou morto, por Washington, de acordo com uma gravação de áudio divulgada online ontem.
Autoridades dos EUA disseram que em abril a administração do presidente Barack Obama autorizou operações para capturar ou matar Anwar al-Awaki, baseado no Iêmen, que se responsabilizou pelo atentado fracassado a um avião com destino a Detroit, em dezembro.
Awaki, que é de origem iemenita, disse que teve contato com um nigeriano suspeito de ter participado do atentado fracassado do avião que ia para Detroit e com um psiquiatra do exército norte-americano, acusado de matar a tiros 13 pessoas em uma base militar no Texas, em novembro.
Nascido no Novo México, Awlaki liderou vigílias em diversas mesquitas norte-americanas. Ele foi ao Iêmen em 2004, onde dava aulas em uma universidade, antes de ser preso em 2006 por suspeita de ter ligações com a Al-Qaeda e de envolvimento nos ataques. Awlaki foi libertado em dezembro de 2007, depois de afirmar ter se arrependido.