Jaú – Preocupado com os recentes casos de abusos contra crianças e adolescentes em algumas cidades, que podem estar relacionados ao uso de pulseiras coloridas, as chamadas ‘pulseirinhas do sexo’, o vereador Paulo César Gambarini (PSDB) protocolou projeto de lei na Câmara de Jaú (47 quilômetros de Bauru) proibindo o uso e a venda dos objetos no município. A proposta deve passar pelas comissões da Casa antes de ser votada.
A proibição, se o texto original do projeto for aprovado, vai atingir alunos das escolas municipais, estaduais e particulares, além do comércio. Pela proposta, os pais também deverão ser orientados pelos professores sobre a medida e a conotação sexual que os estudantes podem estar dando ao uso das pulseiras.
Os adereços, feitos em silicone com cores variadas, fazem parte de um jogo que teve início na Inglaterra e chegou ao Brasil pela Internet. Se um garoto arrebentar a pulseira de uma menina, ela terá que cumprir uma tarefa como forma de recompensa, que vai variar de acordo com a cor da pulseira.
Segundo o vereador, as pulseiras podem ser amarelas, rosas, laranjas, roxas, vermelhas, verdes, brancas, azuis e pretas. A tarefa correspondente a cada uma das cores pode variar de um simples abraço até um beijo, danças sensuais, sexo oral e a relação sexual propriamente dita.
Para justificar o projeto de lei, o parlamentar cita exemplos de casos de violência registrados em Londrina e Manaus, onde adolescentes que usavam as pulseiras foram estupradas e até mesmo mortas.
“Hoje, as escolas estão sendo envolvidas por drogas, por prostituição, e essa pulseira é mais um incentivo a coisas erradas por parte dos nossos adolescentes”, alega. “Então, nós estamos entrando com esse projeto de lei para tentar coibir isso no município de Jaú”.
Gambarini ressalta que não tem conhecimento de nenhum caso em Jaú envolvendo o uso das ‘pulseirinhas do sexo’ e que a proposta quer evitar que algo grave ocorra. “A prevenção é o mais importante de tudo”, diz.
Entre as cidades que proibiram o uso e comércio das pulseiras estão Londrina, no Paraná; Navegantes, em Santa Catarina; Manaus, no Amazonas, e Campo Grande, no Mato Grosso do Sul.