São Paulo - A venda de imóveis novos residenciais somou 8.461 unidades no primeiro trimestre de 2010, aumento de 75,1% ante os três primeiros meses de 2009, que tiveram o desempenho afetado pelo agravamento da crise econômica mundial, de acordo com os dados divulgados ontem pelo Secovi (Sindicato da Habitação) de São Paulo.
A quantidade de lançamentos, contabilizada pela Empresa Brasileira de Estudos sobre o Patrimônio registrou expansão de 96,4% contra 2009, totalizando 6.193 moradias postas à venda no primeiro trimestre. No confronto com 2008, houve queda de 11,8%. O número de imóveis vendidos, em relação ao estoque, foi de 20,2%, índice superior à média mensal em 2008 (13,9%) e de 2009 (8%).
Os imóveis tiveram uma valorização de 30,6% na capital paulista, considerando a variação entre janeiro de 2005 e março de 2010. A inflação medida pelo IPCA no período acumulou 28,4%.
Procura
O movimento se deve ao maior acesso da população ao crédito habitacional, assim como o interesse dos bancos por esse tipo de financiamento, e ao programa Minha Casa, Minha Vida, que usa recursos do FGTS e foi lançado pelo governo federal no passado.
Segundo o último balanço, foram assinados 434.660 contratos até 10 de maio, totalizando R$ 28,98 bilhões em investimentos. Dessa quantidade, 224.118 foram destinados a famílias com renda mensal entre R$ 1.395 e R$ 4.650, faixa da população que deve ficar com 600 mil moradias nesta primeira fase do programa.
Com isso, os terrenos disponíveis para novos empreendimentos ficaram mais caros e o custo do material de construção e da mão de obra também subiu, elevando o preço final de apartamentos e casas para os consumidores.