O deputado federal Abelardo Camarinha (PSB) defendeu ontem em Bauru que a direção do seu partido libere as lideranças políticas paulistas a escolher um dos dois pré-candidatos a presidente da República, Dilma Rousseff (PT) ou José Serra (PSDB), e não estabeleça o apoio a único candidato. Para ele, com a retirada da candidatura própria socialista do ex-governador do Ceará Ciro Gomes enfraqueceu o debate e por isso a legenda não deve impor de cima para baixo o apoio.
No pleito estadual não há necessidade dessa discussão, segundo ele, porque o partido vai lançar o empresário Paulo Skaf como pré-candidato na sucessão estadual.
“Vou lutar na convenção para liberar nos Estados os apoios a candidato a presidente. Não deixaram o Ciro Gomes ser candidato a presidente para acomodar situações no PT e no próprio PSB. Ele foi sacrificado e poderia contribuir para o debate para discutir Saúde, Educação e Segurança Pública. Puxaram o tapete dele”, declarou o parlamentar.
O PSB faz parte da base de apoio do governo federal no Congresso, mas no Estado a legenda tem apoiado os tucanos. O filho de Camarinha, o deputado estadual Vinícius Camarinha tem sido visto como aliado do governo do PSDB em São Paulo.
“Não aceitamos uma imposição de cima para baixo, principalmente depois da puxada de tapete que deram no Ciro Gomes. Cada Estado tem sua peculiaridade, não conheço o currículo da Dilma Rousseff (pré-candidata a presidente do PT), mas vou avaliar até o dia 30 de junho. Tanto eu como meu filho representam 200 mil votos na região”.
Camarinha visitou ontem o prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) e colocou-se à disposição para ajudar Bauru no Congresso. “Aquilo que for em comum entre as duas cidades de Marília e Bauru podemos colaborar”, declarou.