No começo da tarde de ontem, quem passou ao lado do rio Bauru pôde notar uma cena um tanto inusitada. Antes da chuva chegar à região, as águas do rio apresentavam uma espuma branca. Uma ocorrência desta natureza assustou os bauruenses no ano passado, em 28 de setembro, quando as águas do mesmo rio Bauru estavam vermelhas em decorrência de um corante que havia sido despejado pela rede de esgoto.
Ontem, ao tomarem conhecimento do fato, o Departamento de Água e Esgoto (DAE), a Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) e a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma) se prontificaram a enviar uma viatura para averiguar, mas os técnicos enviados não encontraram a espuma quando chegaram ao local.
De acordo com o diretor da divisão de controle e projetos ambientais da Semma, Wilson Roberto Mantovani, não foi possível identificar de onde poderia vir a espuma branca que apareceu no rio Bauru. “Fomos informados, enviamos uma equipe ao local mas não conseguimos detectar a origem da espuma”, informou Wilson.
Ele disse ainda que acreditava na possibilidade de a espuma ter sido gerada por consequência da agitação das águas do rio, mas ponderou sobre uma conclusão. “Acredito que tenha sido causada pela agitação da água, mas acho melhor procurar uma empresa para fazer uma análise mais detalhada sobre o fato”, avaliou Wilson.
Investigações
Através de sua assessoria de imprensa, o DAE de Bauru afirmou ter sido acionado pela ocorrência, quando enviou uma viatura para o local. Entretanto, os técnicos percorreram todo o curso d’água que divide a avenida Nuno de Assis e nenhum indício da espuma branca foi encontrado.
Agora, a autarquia deve voltar a investigar o fato se novas denúncias forem relatadas. Neste caso, o DAE garantiu que se novas ocorrências desta natureza forem registradas será realizada uma investigação para identificar quem poderia ser o responsável pelo material que causa as espumas brancas no rio Bauru.
Por sua vez, a Cetesb também enviou uma equipe para verificar o incidente no rio que corta a avenida Nuno de Assis, mas retornou a ligação para o JC e afirmou que nenhuma espuma branca foi encontrada pelos técnicos.