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Copa 2010: Paradinha só valerá na corrida, determina Fifa


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O exagero na paradinha nas cobranças de pênaltis está com os dias contados. E, pela visão de parte da mídia europeia e norte-americana, isso significa uma derrota para o Brasil. Depois de encontro da International Board, órgão que regula as leis do futebol, a Fifa determinou que a partir de 1º de junho só será permitida a paradinha na corrida até a bola.

Quando o jogador estiver pronto para o chute, ele não poderá mais tentar enganar o goleiro. Quem insistir no lance receberá o cartão amarelo e terá que repetir a cobrança. A luta contra a paradinha virou uma cruzada de Joseph Blatter, o presidente da Fifa. Ele considera o lance cruel com os goleiros. E sua batalha foi parar até nas páginas de sisudos jornais econômicos.

E é aí que entra em cena o Brasil. Europeus e norte-americanos adotaram o termo paradinha traduzido para o inglês. E a “little stop” passou a ser basicamente uma prática de jogadores brasileiros. Pênaltis cobrados pelo atacante santista Neymar serviram como ilustração perfeita para o lance.

A história foi parar no “The Wall Street Journal”, uma das bíblias dos investidores de Nova York, que publicou longo artigo sobre o assunto em março passado. O jornal até tentou ensinar os americanos como se pronuncia paradinha (par-a-JEEN-ya). Ainda descreveu o lance como esperteza típica da criatividade dos jogadores brasileiros. Mas também mostrou cartolas americanos afirmando que a jogada era “excessiva”. O jornal ouviu jogadores brasileiros que atuam na MLS, a liga americana de futebol. E eles disseram que a paradinha era proibida fora do Brasil. Em texto distribuído ontem, a agência internacional de notícias Associated Press disse que a “little stop” é considerada uma “arte’’ no Brasil.

Para evitar que a nova regra vire um lance típico da interpretação dos árbitros, a Fifa espera que vídeos exibidos para os trios de arbitragem que vão trabalhar na Copa-2010 e jogadores que disputarão o Mundial resolvam todas as dúvidas. “Temos que ter certeza de que todos os árbitros e atletas estejam informados sobre essa decisão”, disse Jérôme Valcke, o secretário-geral da Fifa.

A paradinha também é motivo de polêmica no Brasil. Em partida do Paulista deste ano, o goleiro e capitão são-paulino Rogério, após sofrer um gol de pênalti com paradinha de Neymar, disse que o santista não poderia fazer isso se jogasse no futebol europeu. Mas o próprio Rogério é um adepto da prática, nem sempre com sucesso - perdeu um pênalti dessa forma em jogo contra o Botafogo de Ribeirão Preto, pelo mesmo Paulista.

Pelé

A paradinha teve Pelé como um dos principais percursores. Mas, quando recorria a ela, o ex-camisa 10 da seleção brasileira e do Santos fazia quase sempre como a Fifa quer, tentando enganar o goleiro rival somente na corrida, e não apenas no chute.

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Doni se defende

A presença de Doni na lista de convocados do técnico Dunga para a Copa do Mundo rendeu muitas críticas. Contestado por suas atuações e por ocupar a reserva do também brasileiro Júlio Sérgio na Roma, o jogador desembarcou em São Paulo ontem garantindo comprometimento e se defendendo das reclamações.

“Cada um tem uma opinião. Somos tantos brasileiros e cada um pode ter uma ideia, formar uma seleção diferente. Não fico chateado, as críticas são normais. Claro que este ano eu joguei menos que os outros, mas estou bem fisicamente. Independente do que falam, estou preparado e pronto para defender o Brasil”, garantiu o arqueiro.

Doni chegou ao país ao lado de Luís Fabiano, Kaká e Juan. Enquanto os outros três são titulares absolutos da equipe, o arqueiro fica na reserva de Júlio César. Nem por isso, no entanto, vai se esforçar menos para a conquista da Copa do Mundo. O goleiro fez questão de ressaltar seu alto nível de comprometimento com a equipe.

“A Seleção Brasileira está sempre em primeiro lugar. Sempre defendi muito a questão de vir para a Seleção e tive meus problemas. Toda vez que fui chamado, me apresentei, independente do meu clube estar ou não liberando”, complementou.

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Kaká e Luís Fabiano chegam

Grandes esperanças dos brasileiros para a Copa do Mundo da África do Sul, Kaká e Luís Fabiano chegaram ao Brasil ontem. Vindos da Espanha, os dois desembarcaram juntos no aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, e garantiram que estarão prontos para jogar com a amarelinha no Mundial, apesar das lesões que sofreram durante a temporada.

“Hoje (ontem), já vou para o São Paulo ser avaliado. O departamento médico verá minhas condições e não terei problemas. Vou estar 100%”, prometeu o camisa 10 do Brasil. Luís Fabiano foi liberado para vir ao Brasil por causa de uma contratura na coxa direita.

“Para mim, a temporada acabou. O Sevilla joga amanhã (hoje) uma final muito importante, mas não tinha condições e não quis me arriscar, eles foram muito gentis de me liberarem. Em duas semanas, no máximo, estarei inteiro”, disse o artilheiro do time de Dunga.

A Seleção começa a preparação para o Mundial nesta sexta-feira, em Curitiba. A equipe fará treinamentos no CT do Atlético Paranaense antes de viajar à África.

Fisioterapeuta otimista

Depois de chegarem juntos ao Brasil, Kaká e Luís Fabiano seguiram ao CT do São Paulo para serem avaliados pelo fisioterapeuta Luiz Alberto Rosan. O médico garantiu que os dois já estão em tratamento no Reffis e que não preocupam para a Copa do Mundo.

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Felipe Melo reclama

O volante brasileiro Felipe Melo tem se envolvido em diversas polêmicas nas últimas semanas. Depois de jogar mal na Juventus e ser criticado na Itália, o jogador discutiu com um jornalista logo após a convocação da Seleção Brasileira e, agora, garantiu não entender as críticas que o time de Dunga tem sofrido da imprensa.

Para Felipe, não faz sentido que uma equipe que venceu tanto ao longo dos últimos três anos e meio seja criticada antes mesmo de entrar em campo. “Os números dizem tudo, o que vale é o resultado. Temos que para com esta palhaçada de ficar criticando!”, disparou o volante. Irritado, o atleta fez questão de afirmar que o técnico Dunga seria execrado mesmo se convocasse os atletas que tinham sido pedidos pelo povo. “Se ele tivesse chamado o Ganso, o Neymar e o Ronaldinho, as críticas continuariam, mas é até bom isso, para não ficar com oba-oba”, afirmou o volante.

Depois de tudo, Felipe Melo ainda criticou equipes que eram consideradas mais fortes e acabaram perdendo o Mundial. “Na última Copa, teve um oba-oba danado e não ganhamos nada. A seleção de 82 ganhou a Copa? A de 94 ganhou, sendo criticada por todo mundo”, disse. Para o volante, não só a equipe, como alguns jogadores mereciam ser mais valorizados pelos brasileiros. “O Gilberto Silva tem números fantásticos e é criticado sempre. Quando nós ganhamos da Argentina, eles que jogaram mal. Palhaçada”, reclamou Melo.

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Al Qaeda planejava ataques

Um militante da organização terrorista Al Qaeda detido no Iraque revelou que planejava atacar as seleções da Holanda e Dinamarca durante a Copa do Mundo da África do Sul para vingar as sátiras feitas recentemente ao profeta islâmico Maomé. De acordo com a agência AP, ele pretendia causar mortes usando armas de fogo e carros-bomba.

“O objetivo seria atacar os times da Dinamarca e da Holanda e seus fãs. Se não conseguíssemos atingir os times, atacaríamos os torcedores”, disse o saudita Abdullah Azam Saleh al Qahtani, em entrevista autorizada pelas forças iraquianas. Segundo ele, a ideia do ataque terrorista surgiu durante uma conversa com amigos. “Discutíamos a possibilidade de nos vingarmos pelos insultos contra o profeta atacando a Dinamarca e a Holanda”, afirmou, em referência às charges satirizando o responsável por compilar o Alcorão, livro divino do islamismo. As ilustrações foram publicadas em jornais dos mencionados países europeus em fevereiro de 2008, gerando polêmica.

De acordo com autoridades iraquianas, o plano do militante da Al Qaeda não chegou a ser colocado em prática - ele não teve acesso a explosivos e ainda dependeria do aval da cúpula da organização para agir. Não se trata, no entanto, da primeira ameaça da Al Qaeda ao Mundial. Em julho de 2009, a rede norte-americana CBS informou que a organização terrorista planejava um ataque durante a partida entre Estados Unidos e Inglaterra, que está marcada para 12 de junho, em Rustemburgo.

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