Regional

Corpo de homem assassinado é achado em córrego em Piratininga

Bruna Dias
| Tempo de leitura: 2 min

Piratininga - Moradores da zona rural de Piratininga (13 quilômetros de Bauru) encontraram no início da tarde de ontem no córrego Água do Paiol o corpo já em estado de decomposição do bauruense Sebastião Gonzaga. Ele estava desaparecido desde o Dia das Mães, mas tinha sido assassinado. O delegado de Piratininga, Luiz Carlos Amaro, disse ontem que o autor do homicídio foi o próprio cunhado da vítima, Carlos Adriano, que confessou o assassinato ao se apresentar espontaneamente ao Plantão Policial no dia seguinte ao crime, acompanhado de um advogado.

O cadáver, porém, só foi encontrado ontem no córrego por volta das 13h com auxílio de moradores que residem na zona rural, mas os documentos pessoais da vítima tinham sido encontrados há semanas no início da estrada de terra, que faz o entroncamento da rodovia Bauru-Marília e a zona rural.

Um forte cheiro instigou os cães da propriedade rural que fica perto do local do crime. Os moradores dos sítios ao perceberem os latidos dos cachorros, avistaram urubu e, como já sabiam de rumores sobre o crime, intensificaram as buscas até encontrar o corpo da vítima do assassinato no córrego em estado de decomposição.

A Polícia Militar foi acionada e se deslocou ao local juntamente com a Polícia Científica. Com a ajuda dos moradores, o corpo da vítima foi retirado do córrego com uma corda e apresentava várias perfurações possivelmente resultado dos golpes desferidos pelo autor do crime usando uma chave de fenda.

Carlos Adriano contou em depoimento à polícia que saiu para pescar próximo ao córrego Água do Paiol acompanhado de Sebastião Gonzaga no domingo, Dia das Mães. No local, ele teria discutido com a vítima, por ser usuária de droga e alcoólatra. Foi quando ocorreu a briga. Adriano, então, apanhou uma chave de fenda e golpeou Gonzaga várias vezes nas costas. Ao constatar que matou o companheiro de pescaria, o acusado levou o corpo de Gonzaga até uma ponte de madeira e atirou-o em direção ao riacho. Em seguida, Adriano fugiu de carro, mas deixou marcas de freada no chão de terra batida na estrada de acesso ao córrego.

De acordo com testemunhas, após cometer o assassinato do próprio cunhado, Adriano teria ido a um bar próximo do córrego com a roupa suja de sangue e lá teria confessado o crime enquanto bebia cachaça.

Ainda no mesmo dia, ele seguiu para a sua casa, mas os familiares estranharam que Gonzaga não havia voltado com ele. No dia seguinte, Adriano procurou a polícia e contou tudo sobre o crime ao delegado.

A última etapa foi encontrar o corpo da vítima, que, após passar pelo Instituto Médico Legal (IML) para autópsia, ainda passaria pela identificação da família e depois seria enterrado. Adriano vai responder pelo crime de homicídio doloso, ou seja, com intenção de matar.

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