Brasília - O Brasil subiu duas posições no ranking mundial de competitividade, chegando a 38ª posição em 2010, de acordo com estudo desenvolvido pelo suíço IMD (International Institute for Management Development), em parceria com a Fundação Dom Cabral.
Após a crise financeira mundial, os Estados Unidos perderam a posição de liderança para Cingapura, e aparecem na lista deste ano em terceiro lugar. A classificação é baseada em pesquisas com 331 indicadores, agrupados em quatro fatores de competitividade: desenvolvimento econômico, eficiência governamental, eficiência de negócios e infraestrutura.
O estudo, que analisou 58 países do mundo, mostra que o Brasil ganhou três posições no indicador Eficiência dos Negócios, passando para o 24º lugar, e se destacou em 8º lugar com PIB estimado em US$ 1,57 trilhões.
“O Brasil manteve a sua capacidade competitiva, alavancada principalmente pelos avanços na produtividade empresarial e na geração do emprego, apesar de ter tido um declínio no PIB em 2009”, diz Carlos Arruda, professor da FDC, responsável pela captação e avaliação dos dados brasileiros.
Gargalos
Gargalos institucionais (como leis defasadas e sobrecarga tributária) e de infraestrutura (logística e tecnologia) ainda travam a competitividade do Brasil no cenário internacional.
As principais fraquezas, contudo, continuam na falta de eficiência do governo em todas as esferas - nesse segmento, o Brasil está entre os lanternas, em 52º - e na infraestrutura deficitária, segmento que inclui logística, tecnologia, ciência, educação, saúde e ambiente.
Leis defasadas, carga tributária alta, ausência de marcos regulatórios, burocracia excessiva para abrir empresas e firmar contratos de exportação são algumas das travas, que “seguram” a competitividade.
“Na variável sobre a facilidade de fazer negócios nos países, numa escala de 1 a 7, o Brasil está em 2,3. As empresas têm a percepção de que o Brasil é um país importante para estar, mas que requer mais cuidado e custo.”, diz Carlos Arruda, professor da Dom Cabral responsável pelos dados brasileiros. Em infraestrutura como um todo, o Brasil caiu de 46º para 49º, afetado principalmente pela precariedade dos portos e hidrovias.