Blumenau - O segundo ciclone extratropical a atingir Santa Catarina em uma semana causou estragos em 13 municípios. O Rio Grande do Sul também sentiu reflexos do ciclone e em Imbé, uma das cidades afetadas, o rio transbordou e os moradores conseguiram pescar tainhas de grande porte no asfalto.
Em Santa Catarina, de acordo com a Defesa Civil, 810 pessoas tiveram que ir para abrigos públicos e outras 868 permaneciam na casa de amigos e parentes até a tarde de ontem. Segundo o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), foi a maior chuva desde 1991. Em quatro horas, das 22h de ontem às 2h de ontem, choveu 161 mm em Florianópolis, enquanto a média para todo mês maio é de 97 mm - cada milímetro equivale a um litro de água por metro quadrado.
As chuvas foram acompanhadas por fortes rajadas de vento. Em Florianópolis, eles chegaram a 70 km/h, segundo o Ciram (Centro de Informações de Recursos Ambientais e de Hidrometeorologia de Santa Catarina). Em Laguna (128 km de Florianópolis), as rajadas atingiram 101,5 km/h.
Um dos municípios mais afetados foi Camboriú (84 km de Florianópolis), que decretou estado de emergência. O temporal destruiu casas e alagou áreas da cidade.
Ao todo, mais de 50 mil pessoas foram afetadas no Estado.
Vários pontos da BR-101, que liga o Estado ao PR e ao RS, ficaram interditados devido a deslizamentos de terra.
No trecho de Palhoça, na região metropolitana de Florianópolis, o trânsito ficou interrompido durante mais de dez horas nos dois sentidos. O engarrafamento chegou a 30 km.
Rio Grande do Sul
O ciclone extratropical também teve reflexos no Rio Grande do Sul. Choveu forte em vários municípios, mas ainda não há registro de desabrigados. Na região de Uruguaiana, o nível do do rio Uruguai está 5,18 metros acima da média.