A Bovespa engatou ontem seu quinto pregão de baixa, novamente incentivada pelo comportamento do mercado externo. A decisão do governo alemão de proibir vendas a descoberto de ações de dez bancos e seguradoras e de swaps de default crédito (CDS) da zona do euro não, que já pesou nas ações na tarde de ontem, continuou tendo espaço hoje. Manteve elevada a aversão ao risco e puxou para baixo ativos como commodities e as ações. A Bovespa, que já havia voltado ao patamar de 60 mil pontos anteontem, ontem fechou nos 59 mil, o que não acontecia desde a metade de setembro de 2009.
O Ibovespa fechou o pregão em baixa de 1,89%, aos 59.689,32 pontos, menor nível desde os 59.263,86 de 15 de setembro do ano passado. Na mínima, registrou 59.068 pontos (-2,91%) e, na máxima, os 60.850 pontos (+0,01%). Este é o quinto pregão seguido no negativo, período no qual a Bolsa já recuou 8,48%. No mês, as perdas atingem 11,61% e, no ano, 12,97%. O giro financeiro totalizou R$ 8,78 bilhões.
Avaliação dos profissionais do mercado é que a decisão alemã, além de não resolver o problema da crise europeia, fragiliza ainda mais a credibilidade da Europa. Sem contar, que foi atribuída a um movimento político e de impacto limitado. Com isso, as bolsas da região, que estavam fechadas quando do anúncio anteontem, repercutiram ontem, com quedas superiores a 2%.
No Brasil, os bancos estiveram entre as ações com perdas mais fortes no Ibovespa, mas o recuo foi generalizado entre os setores. As maiores quedas do índice foram Brasil Ecodiesel ON (-6,74%), BM&FBovespa ON (-5,37%) e Itaú Unibanco PN (-5,12%). Registraram os maiores ganhos B2W ON (+5,33%), Lojas Americanas ON (+3,75%) e TIM Par ON (+3,29%).
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RENDA FIXA
Renda bruta: 9,68%
Ganho líquido/30 dias: 0,61%
Pela taxa média de 9,68% ao ano paga a grandes investidores, uma aplicação em CDB prefixado com prazo de 30 dias corridos e 21 dias úteis foi fechada ontem com rendimento bruto de 0,77% e líquido de 0,61%. A média de retorno para uma aplicação de pequena quantia de recursos, de acordo com o critério de cada instituição, era de 7,74% ao ano, com rentabilidade bruta de 0,62% e líquida de 0,49%.
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BOLSA DE SP
Bovespa: queda de 1,89%
Volume: R$ 8,78 bilhões
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) terminou a quarta-feira com uma baixa de 1,89%, aos 59.689,32 pontos e com um giro financeiro de R$ 8,78 bilhões negociados.
Em Nova York, nos Estados Unidos, o índice Dow Jones recuou 0,63% e o índice Nasdaq sofreu uma queda de 0,82%.
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OURO
Ouro/grama: R$ 72,20
Variação: baixa de 1,77%
Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o grama do ouro encerrou o dia de ontem negociado a R$ 72,20, com uma desvalorização de 1,77% em comparação com o fechamento de anteontem.
Na Comex, divisão de metais da Bolsa Mercantil de Nova York, a onça-troy do metal era cotada a US$ 1,192,30, apresentando baixa de 1,52% às 17h44 de ontem.
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DÓLAR
Comercial: R$ 1,837
Variação: alta de 0,82%
O dólar comercial encerrou a quarta-feira com uma valorização de 0,82%, valendo R$ 1,835 na compra e R$ 1,837 na venda. O dólar paralelo fechou o dia com uma alta de 1,02%, negociado a R$ 1,850 para a compra e a R$ 1,980 para a venda. O dólar turismo avançou 2,57%, cotado a R$ 1,780 na compra e R$ 1,957 na venda.
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Tendências no mercado
Contratos de dólar futuro com vencimento em junho fecharam a R$ 1,833,5 na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), em alta de 0,47% às 17h47. O Índice Bovespa Futuro para junho fechou em queda de 2,05% aos 59.905, e contratos de juros futuros (DI) com vencimento em janeiro de 2011 e janeiro de 2012 a 10,98% e 12,15%, respectivamente.