Bancoc - O governo da Tailândia decidiu estender ontem o toque de recolher para 21 das 76 Províncias do país, em meio aos confrontos, distúrbios e incêndios provocados pelos opositores, conhecidos como camisas vermelhas.
O toque de recolher, válido entre 20h de quarta-feira e 6h de quinta-feira (de 10h a 20h de quarta-feira em Brasília), foi anunciado na TV, que está sob controle do governo.
A medida proíbe a presença dos camisas vermelhas nas ruas e permite ao Exército prender quem desobedecer a ordem.
É uma estratégia para tentar conter a onda de violência que tomou principalmente da capital Bancoc, e deixou ao menos quatro mortos. A violência atinge ainda outras sete Províncias. Os camisas vermelhas colocaram fogo em ao menos três prefeituras, em cidades que eram redutos do movimento oposicionista.
Segundo o Centro para a Resolução de Situações de Emergência, as forças de segurança vão manter a ofensiva contra os distúrbios em Bancoc.
Seu porta-voz, coronel Sansern Kawekamnerd, disse que a operação militar visa a estabilizar a situação e a garantir a segurança de toda a população e dos turistas.
Fim dos protestos
Os incêndios e distúrbios colocam em dúvida o fim dos protestos pela queda do governo, após os próprios líderes do movimento decretarem o encerramento dos protestos e se renderem.
A rendição veio após uma nova ofensiva do Exército para acabar com a ocupação do bairro comercial de Bancoc pelos camisas vermelhas, que acabou em confrontos e na morte de mais quatro pessoas.
Cerca de cem funcionários do Canal 3 de TV ficaram retidos na cobertura do edifício, e a maioria foi retirada de helicóptero, segundo a imprensa local.
A energia foi cortada na rua Sukhumvit, onde habitualmente há grande movimentação de turistas, profissionais e moradores de condomínios de luxo. Horas antes, o Exército dissera que a situação estava sob controle.
O primeiro-ministro Abhisit Vejjajiva impôs toque de recolher em Bancoc entre 20h de quarta-feira e 6h de quinta-feira (de 10h a 20h de quarta-feira em Brasília), sob a alegação de que as forças de segurança precisavam de condições para exercer suas funções.