Regional

Agrifam aposta em turismo rural

Aurélio Alonso
| Tempo de leitura: 2 min

Agudos – O presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de São Paulo (Fetaesp), Braz Albertini, disse ontem que o turismo rural é a alternativa de renda ao pequeno produtor e terá espaço na 7ª Agrifam, a maior feira da região de tecnologia e orientação especializada. Ontem foi o lançamento oficial da mostra que será nos dias 13 e 15 de agosto na sede da entidade no quilômetro 322 da rodovia Marechal Rondon em Agudos (13 quilômetros de Bauru).

A expectativa é de receber 35 mil visitantes, cerca de 200 expositores e movimentar por volta de R$ 18 milhões em negócios. Com entrada franca, o público tem a chance de conhecer as melhores oportunidades de tecnologia de ponta e orientação especializada.

Albertini disse que existe uma infinidade de atividade de turismo rural que pode gerar renda nas pequenas propriedades rurais. Diante disso foi convidado os representantes do circuito de turismo rural da região de Bauru para mostrar o que vem sendo feito.

“A princípio muitos acreditam que o turismo rural é abrir uma trilha ou explorar área de cachoeira. Na verdade, há espaço para pesque pague, restaurante e venda de produtos artesanais e alimentos. Conheço uma área em Pirapozinho que é pequena, mas recebe delegações de crianças para conhecer como evitar assoreamento e áreas preservadas”, disse Albertini.

Segundo ele, o turismo rural pode complementar renda, porque o produtor pode conviver com duas atividades na mesma propriedade.

O presidente da Fetaesp disse ainda que a entidade sindical está acertando parceria com franceses para ensinar os produtores de leite brasileiros a fazer queijo. “Se tiver produto bom vende tudo. O produtor rural tem que se modernizar. É necessário descobrir algum nicho”, declarou.

Também presente ontem na abertura da Agrifam, a delegada federal do Ministério do Desenvolvimento Agrário, Maria Judith Magalhães Gomes. No Estado de São Paulo, a agricultura familiar tem uma presença forte, estimada em 120 a 150 mil famílias, porém enfrenta dificuldades com a força da citricultura e cana-de-açúcar devido ao controle de grande grupos, alguns até acusados de cartéis que forçam queda nos preços dos produtos agrícolas.

“O setor de plantio de laranja precisa ter garantia de preço aos pequenos produtores. Isso precisa de ser mais negociado, porque nos últimos anos vem diminuindo a participação dos pequenos por causa das empresas que detêm o monopólio da laranja. Eles não podem ser espremidos, porque se encerrar a produção de citricultura dificilmente conseguem voltar à mesma atividade”, declarou.

A Agrifam vai ter este ano concurso de inventor rural que dá prêmios em dinheiro e incentiva a revelar novas invenções ao mercado agrícola, o sítio modelo, apresentando as formas mais adequadas de trabalhar a propriedade e produção de modo sustentável e espaço ao turismo rural para mostrar que a cultura do campo também pode gerar lucros e levar conhecimento.

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