A maior empresa processadora de suco de laranja do mundo, nascida da união das operações entre a Citrosuco, do Grupo Fischer, e a Citrovita, da Votorantim, terá 50% de participação de cada uma das companhias, mesmo com a Citrosuco tendo quase o dobro do tamanho da nova sócia. Em comunicado conjunto, as companhias não detalharam se haverá alguma compensação entre ambas nem se pronunciaram sobre a possibilidade de fechamento de unidades, como as duas que possuem em Matão (SP).
Pelo acordo entre os acionistas, a nova companhia terá como presidente o atual comandante da Citrosuco, Tales Lemos Cubero, e como diretor-geral Mario Bavaresco Junior, presidente da Citrovita. O conselho será formado por 50% de representantes de cada um dos acionistas. Com receitas anuais de R$ 2 bilhões, a empresa terá sete plantas industriais, sendo uma nos Estados Unidos (Flórida) e seis no Estado de São Paulo, entre elas as duas em Matão e outras muito próximas, como a de Araras, da Citrovita, e a de Limeira, da Citrosuco.
As companhias possuem 64 mil hectares de pomares próprios para a produção de laranja que representam, em média, 30% do processamento total da fruta. Os 70% restantes virão de mais de 2,5 mil citricultores independentes. A empresa terá 6 mil funcionários e atingirá 10 mil contratados durante a safra. Para a exportação de suco, as empresas terão dois terminais portuários no Brasil e seis no exterior - nos Estados Unidos, Bélgica, Austrália e Japão.