Geral

Vacina contra gripe A pode causar ‘falso positivo’ para aids, informa ministério

Gabriela Moreira
| Tempo de leitura: 2 min

Pessoas que foram vacinadas contra a gripe suína podem ter falsos diagnósticos positivos para aids caso façam o exame de HIV em menos de 30 dias após terem recebido a dose. A constatação levou o Departamento de Doenças Sexualmente Transmissíveis, Aids (DST/Aids) e Hepatites Virais do Ministério da Saúde a encaminhar uma nota técnica aos profissionais de saúde, alertando para a necessidade de se fazer contraprova em pacientes nesta situação.

De acordo com o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, o “falso positivo” para aids ocorreu em um número reduzido de pessoas. “As pessoas que se vacinaram e tiverem de fazer o exame devem aguardar 30 dias. Caso seja uma questão de urgência, como as grávidas, devem avisar que foram vacinadas e, caso o resultado dê positivo, devem fazer a contraprova”, explicou o ministro. “Isso acontece num número pequeno de pessoas”, afirmou.

Em nota à imprensa, o departamento de DST/Aids explicou que a alteração no resultado se dá pelo aumento do nível de anticorpos (IGM) após a vacina. O exame comum de HIV (Elisa) acaba confundindo este aumento com o soropositivo, mas o mesmo não ocorre com a contraprova feita através do exame Western Blot.

“O Elisa é um exame muito sensível, que detecta muitos tipos de infecção. Já o Western Blot é mais preciso”, explicou o infectologista Edmilson Migowski, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Segundo o infectologista, as vacinas contra a gripe comum também provocam este tipo de resultado, nestas condições. “Isto vem escrito, inclusive, na bula”. De acordo com Migowski, o prazo ideal para que o sistema imunológico não acuse o “falso positivo” é de três meses.

Segundo a assessoria de imprensa do departamento, nenhum paciente chegou a receber o resultado positivo por engano, uma vez que sempre que há um primeiro laudo que confirme o soropositivo, o material é submetido ao exame Western Blot antes da comunicação ao paciente.

O Ministério da Saúde reiterou a importância de que os grupos prioritários tomem a vacina contra H1N1.

Comentários

Comentários