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R$ 21,4 mi são financiados no penhor

Da Redação
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De janeiro a abril deste ano, a Superintendência Regional da Caixa Econômica Federal (CEF) emprestou R$ 21,4 milhões em penhor de joias nas 95 cidades que fazem parte da sua área de abrangência. A facilidade do sistema, que não exige pré-aprovação, nem comprovação de conformidade com empresas de proteção ao crédito, atrai cerca de 30 pessoas diariamente somente em uma agência de Bauru. Para incrementar a linha, a CEF anunciou na semana passada o aumento do limite máximo por cliente de R$ 50 mil para R$ 100 mil. Economista avalia que penhor é boa opção, mas alerta sobre alguns pontos que os clientes devem ficar de olho.

De acordo com a Superintendência da CEF, o total de empréstimos concedidos sob penhor de joias foi 5,4% maior que no mesmo período de 2009, quando foram disponibilizados R$ 20,3 milhões na região. Para Mauro Antônio Gonsales, gerente geral da agência Bauru, o penhor é uma das formas de empréstimos amis procuradas no banco. Somente em sua agência, cerca de 30 pessoas procuram a modalidade diariamente, geralmente em busca de valores entre R$ 1,5 mil e R$ 2 mil, para pagamentos de dívidas pessoais.

Para atender a demanda, a agência mantém uma equipe com três técnicos para avaliar as joias. O empréstimo é feito em até 85% do valor determinado para o bem e as taxas de juros variam conforme as faixas de empréstimos. Na modalidade de micro-penhor - limitada a créditos de R$ 1mil para pessoas que não possuem saldo médio em contas correntes -, os juros são de 1,98% ao mês.

“É um dos empréstimos mais procurados, em razão da rapidez e facilidade para obtenção. Não se olha restrição ao crédito e não precisa de avalista. É ágil, em média uma hora depois, a pessoa sai com o dinheiro”, observa Gonsales. O gerente explica que o penhor é muito procurado por pessoas que passam por uma dificuldade financeira momentânea. “Geralmente, para situações que você não tinha previsto. E é uma boa forma, pois os juros são baixos. No caso do micro-penhor, a taxa é três vezes menor que a cobrada pelo cheque especial, por exemplo”, destaca.

Quem pega o empréstimo pode recuperar a joia até dois dias depois da quitação do saldo devedor. Se encontrar dificuldades em quitar a dívida, o cliente pode pagar os juros e renovar o financiamento.

Desde a semana passada, a CEF dobrou o limite máximo de penhor de joias. Agora, o teto é R$ 100 mil. De acordo com Gonsales, não houve procura para valores dessa monta na cidade. “É muito difícil uma pessoa procurar tanto dinheiro pelo penhor. Geralmente são para necessidades mais simples”, observa.

Em todo o País, a modalidade emprestou R$ 1,89 bilhão somente no primeiro quadrimestre de 2010. O que representa um salto de 7,5% em relação ao mesmo período do ano passado, quando fechou o quadrimestre com R$ 1,763 bilhões emprestado. Para 2010, a Caixa tem disponíveis R$ 7,8 bilhões para aplicação em penhor. A quantia representa um crescimento de 38,8% em relação ao ano anterior. A expectativa da instituição é de realizar cerca de 9,5 milhões de contratos.

Alerta

O economista Reinaldo Cafeo concorda que o penhor é uma das modalidades mais atrativas para obtenção de crédito - ficando atrás apenas do empréstimo com desconto consignado em folha de pagamento. Porém, ele recomenda a quem está estudando buscar o penhor, que fique atento a alguns pontos. Entre eles, a avaliação feita sobre a joia. “A pessoa tem que ter claro que o perito vai analisar a quantidade de metal nobre e da pedra usada. Não leva em conta beleza e o design”, explica. Ou seja, uma joia pode valer R$ 5 mil, mas na avaliação, pode ser constatado que seu valor bruto é de R$ 3 mil, por exemplo.

Além disso, pela facilidade de renovação do empréstimo, Cafeo orienta ao cliente a não se “acostumar” com o pagamento dos juros. “Dessa forma, o empréstimo pode perdurar. Isso é muito comum com quem entra no cheque especial. Vai passando o tempo e a pessoa não sai mais”, observa. Para evitar cair nessa armadilha, ele orienta a pessoa a ter definido um prazo para quitação do empréstimo.

Tomando esses cuidados, ele avalia que o penhor é uma boa modalidade. “Você não precisa ter conta corrente, não precisa comprovar que não possui restrição de crédito e os juros são convidativos. Se aparecer uma necessidade de emergência, é uma boa saída”, observa.

Mas é bom manter o controle sobre o empréstimo. Mauro Gonsales lembra que se a pessoa não conseguir quitar sua dívida, as joias penhoradas podem ir a leilão. O cliente é notificado e tem até um mês para regularizar a situação. Caso contrário, o bem pode ser vendido.

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Como obter

Tradicional e popular, o penhor é uma modalidade de crédito atrativa, por suas facilidades de acesso e rapidez na contratação. Não é necessário avalista e o dinheiro é liberado na hora. Os interessados em obter empréstimos devem apresentar documento de identidade, CPF e comprovante de residência, além do bem que servirá de base para a operação. Geralmente, os bens são joias em metais nobres, com ou sem pedras preciosas, relógios de alta joalheria e canetas de elevada qualidade e valor. Os prazos de contratação variam de um a 180 dias e podem ser renovados.

Dentre os tomadores do empréstimo sob penhor no País, as mulheres são a maioria dos clientes (74%), sendo 55% na faixa etária dos 35 a 50 anos. A CEF informa que , por meio de entrevistas em todas as regiões do País, constatou que o penhor de joias é usado na maioria das vezes para o pagamento de dívidas pessoais (70% dos entrevistados) e que 51% dos tomadores têm renda média mensal familiar entre cinco e 20 salários mínimos.

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