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Mistérios e coisas estranhas desafiam

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 6 min

O mundo está repleto de mistérios e de coisas estranhas. Quem nunca teve uma experiência que parece ser do “outro mundo”? Desde um simples objeto que some do nada até ouvir vozes e passos onde, aparentemente, não tem ninguém. O que dizer dos círculos que surgem no meio das plantações da noite para o dia? E das aparições de objetos luminosos no céu?

Casa assombrada

Quando Fátima (nome fictício) era adolescente, a família dela se mudou para uma nova casa. Era verão e estava fazendo um calor imenso. Cerca de uma semana depois que estavam instalados, o chão da casa parecia estourar, como se alguém estivesse fazendo pipoca. Ninguém conseguia assistir televisão ou qualquer coisa que fosse no espaço entre a sala e os quartos. O pai, tentando tranquilizar a todos, disse que o barulho poderia ser por causa do sinteco novo e, com o calor que fazia, estava produzindo aquele barulho.

“Então, tentamos esquecer o assunto, mas não dava, o barulho não deixava. Assim, ficávamos na cozinha, no quintal, evitando os quartos e as salas.” Semanas depois, quando o barulho parou, coisas estranhas começaram a acontecer na casa.

“Jogavam chinelos, roupas e outros objetos dentro da casa. A gente não via ninguém, nem vulto sequer”, relata. Ela conta que até as orações que eram colocadas em baixo do travesseiro eram rasgadas e jogadas no chão.

“Lembro que, numa noite, acordamos com o barulho de um chinelo batendo contra a parede. A marca da sola ficou marcada no local e não era possível ser limpa com nenhum produto.”

Para tentar resolver aquilo, levaram desde pastor a pai-de-santo na casa. As coisas se acalmavam por um tempo e depois recomeçavam ainda pior. “Minha tia chegou a ser empurrada contra a parede e era beliscada, chegando a ficar com marcas roxas no corpo. Era contra ela que as coisas mais aconteciam. Talvez por ser doente e fraca, sei lá. Parecia um filme de terror”, conta.

Preocupado, o pai proibia a família de falar sobre o assunto na escola ou com os vizinhos. Demorou bastante tempo, mas hoje os fenômenos pararam de atormentar a família. “Não lembro quando foi que aquilo parou de acontecer, mas ainda sinto um frio na espinha quando me lembro daquele período da minha vida.”

Sonhos reais

A vendedora Fernanda (nome fictício a pedido da entrevistada) acredita que a realidade que vivemos não é a única que existe. Ela está convencida de que há uma força, que ainda não é bem compreendida pelo ser humano, que interfere na vida cotidiana.

Ela revela que tem sonhos muito nítidos, bastante parecidos com a vida real. “Eu sinto as pessoas me tocando. Eu sinto o cheiro delas. As conversas parecem ser reais. É como se eu estivesse vivendo aquilo de verdade.”

Quando o sonho é tranquilo, ameno, não há grandes problemas com eles, mas quando o que se passa no subconsciente envolve situações de risco, ela acorda aterrorizada. “É assustador”, comenta.

Certa vez, ela relata que sonhou com um tio que mora em Tatuí e tem dois filhos pequenos. Durante o sonho, ele teria dito que não estava bem e que se ele morresse era para ela ajudar a cuidar dos filhos dele. “Não demorou uma semana meu tio morreu de verdade, de infarto. Quando fiquei sabendo, entrei em parafuso. Não sabia o que pensar nem o que fazer. Como vou ajudar os filhos dele morando em Bauru?”, questiona. Agora, a vendedora está com medo de que seja cobrada de alguma forma pelo tio por não cumprir o que havia prometido em sonho. Fernanda diz que não comenta essas coisas com amigos com receio de ser chamada de louca.

Professora diz ter contato verbal com ET

Clarice Pedro Cestaro nunca viu um extraterrestre, mas garante ter tido contato verbal com eles. Assim como a professora aposentada, ela também conta que mesmo sem ouvir uma palavra dos seres estranhos, entende o que eles querem dizer.

Ela comenta que, por várias vezes, acordou à noite e viu luzes coloridas no quarto. No dia 20 de junho de 2000, enquanto conversava com a filha ao telefone, uma estrela teria se materializado perto da porta da sala.

Atualmente, Clarice faz parte do Projeto Portal, que estuda as ciências paralelas. Em casa, ela guarda uma coleção de pedras que, segundo ela, simbolizam a sintonia entre o ser humano e esses seres estranhos que ninguém sabe ao certo de onde vem.

Por mais que a ciência tradicional continue produzindo tecnologia cada vez mais avançada, ainda estão na fila para serem explicados vários fenômenos estranhos. É um desafio que parece estar longe de ser superado.

A sociedade, por sua vez, encontra-se dividida. Enquanto uma parcela expressiva da população mostra-se incrédula quanto a esses acontecimentos, outra, igualmente expressiva, acredita que as coisas são muito mais complexas do que se pode imaginar.

Uma professora aposentada, que hoje está com 74 anos, jamais esqueceu uma experiência que teve na adolescência, cerca de 60 anos atrás. Para ela, há muito mais coisas acontecendo ao redor do ser humano do que a mente é capaz de compreender. Ela acredita, até hoje, que teve contato com extraterrestres. O relato que ela fez ao JC nunca havia ultrapassado as quatro paredes da casa dela. Até então, só a família sabia dessa experiência.

Com medo de ser ridicularizada, ela pediu para não ter o nome divulgado. A professora conta que quando tinha cerca de 15 anos, ela costumava passar na frente da estação ferroviária da Companhia Paulista de Estradas de Ferro, na rua Elizeo Alvares Gomes, no Centro.

Em um belo fim de tarde, com o dia já escurecendo, ela disse ter visto um objeto redondo de cor acinzentada brilhante, diferente de tudo o que ela conhecia. Perto desse objeto, estavam duas pessoas “muito estranhas”, de cor clara, cabelos também claros, que, segundo ela, assemelhavam-se ao “cabelo” da espiga de milho verde. Eram altos e tinham olhos claros.

Eles não falavam nem gesticulavam, mas a professora conta que entendia tudo o que eles queriam dizer. Era uma espécie de transmissão de pensamento. “Eles me perguntaram se eu queria ir. Fiquei com medo. Perguntei se voltariam. Eles responderam que não sabiam. Não aceitei”, relata. “Foi uma coisa muito estranha, que afetou minha vida”, diz.

Outro detalhe que deixou a professora bastante intrigada foi uma cadeira que ela viu com um daqueles seres estranhos. Ela não conhecia aquele tipo de material. Nunca havia visto nada igual antes. Muitos anos depois, em uma viagem a São Paulo, passou em frente a uma loja e ficou paralisada diante do que viu. Era uma mesa feita de acrílico, um material idêntico ao que ela tinha visto naquele início de noite, muitos anos antes, e que era uma novidade em São Paulo.

A professora conta que ouviu de um aluno relato tão extraordinário quanto o que ela vivenciou. No entanto, o menino teria sido levado pelos seres estranhos e contou detalhes do que viu.

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