Esportes

Prova Interna atrai competidores regionais

Luiz Beltramin
| Tempo de leitura: 3 min

A pista da Sociedade Hípica de Bauru (SHB) foi palco ontem da terceira etapa da prova interna da entidade. A competição, dividida entre diferentes categorias, contabiliza pontos para o ranking anual da SHB e, mesmo com a classificação interna, foi aberta a cavaleiros e amazonas de outras cidades do Estado.

Ao todo, calcula o diretor de hipismo da agremiação, Alcides Franciscato Júnior, a prova contou com a presença de, aproximadamente, 90 concorrentes, oriundos de sociedades hípicas de Bauru, Jaú, Araraquara, Botucatu e Avaré. “Estamos abertos a outras cidades que também vieram nos prestigiar”, enfatiza.

A competição, em sua terceira etapa, foi intitulada “Prova Farmacentro de Hipismo”, alusivo a um dos parceiros da competição. “No ano são cerca de dez etapas. No caso essa é em nome da Farmacentro. Não fossem os parceiros, nada disso seria possível”, valoriza.

Participantes de diversas idades cavalgaram divididos entre várias categorias, desde obstáculos no chão, para iniciantes, e barreiras com 40, 60, 80 e um metro. Nesse limite, ensina o diretor de hipismo, cavaleiros e amazonas percorrem a pista em busca de se aproximar ao máximo do tempo considerado ideal para o traçado.

A melhor performance é aquela em que o competidor não derruba obstáculos, além da cronometragem nem muito acima, tampouco extremamente abaixo do estipulado para a volta. “É como se fosse uma prova de regularidade”, compara Júnior Franciscato.

Os saltos sobre obstáculos a partir de 1,10m., salienta o diretor, servem para desempate e podem chegar em até 10 centímetros a mais, caso permaneça a igualdade entre os competidores. Contudo, ressalva, nesses casos, vale o menor tempo. “Depois é no cronômetro. Quem ‘fizer’ a pista, não derrubar nenhum (obstáculo) e for mais rápido ganha a prova”, ilustra.

Para toda idade

Júnior Franciscato destacou, além da competição em si, a convivência, num mesmo evento, de cavaleiros e amazonas de diferentes gerações, fazendo com que atletas mais jovens, entre eles muitas crianças, possam aprender com as performances dos mais experientes.

De acordo com o diretor de hipismo, a modalidade praticamente não tem limites de idade. “Na realidade não existe a idade mínima ou máxima. Crianças, às vezes de quatro ou cinco anos, já estão montando, assim como pessoas de 70”, incentiva. “Apesar da divisão de categorias, sem a competição entre os mais experientes com quem está na base, é muito importante essa interação entre mais velhos e mais novos”, frisa. “O convívio no clube é muito legal, principalmente para a família que está junto com o filho”, acentua o diretor, que enaltece o trabalho do presidente da SHB, Clóvis Simão, e dos instrutores Antônio Severo Martins Ferreira, Alisson de Moura Lima, Marcela Lupo Alasmar e Giovani de Almeida Santos (escolinha). “Os pais também são nossos colaboradores. Ajudam muito a acontecer tudo isso”, valoriza.

Esporte

Para o diretor de Hipismo da SHB, o crescimento da modalidade, com a realização de novas competições, tende a valorizar e pluralizar o cenário esportivo local. “Bauru só tem a ganhar com isso. Não só tênis, hoje muito em evidência na cidade, como também o futebol, que é tradicional. A gente luta pelo hipismo que está crescendo, tanto que agora fizemos o ranking interno. O espaço físico da Hípica é muito bacana. Alcançaremos o nosso objetivo”, assegura.

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