Ser

Minha História : Francisco Octaviano Cardoso Filho (Quito), três anos sem você!


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E assim escrevi em datas de seu aniversário: 22/05/08 – 22/05/09 – 22/05/10.

Esta é a última carta, em meu propósito de ser.

Foram mensagens com nossos momentos e amor, para ajudá-la a aceitar nossa separação com serenidade, sem revoltas.

Sinta a presença de Deus; confie em seu poder divino, que nos ama e tudo dispõe em nosso favor.

A partir de hoje, na calada da noite... no silêncio sem palavras. A vida é uma grande espiritualidade de aprender a ser feliz.

O amor nunca separa as almas que se amam. Por isso, meu querido, penso em você, não somente hoje, mas sempre... Nele seguimos um caminho, realizando uma história.

Hoje, a realidade acordou-me com 84 anos, saudosa dos nossos 56 anos casados. Meu coração bate triste. Momentos que duram..., mas se eternizam em nossa lembrança; pequenos gestos com grandes significados.

A morte não é o fim. A certeza que a vida continua após a morte é o melhor remédio para quem perdeu um amor.

Juramos um amor eterno e só a morte nos separou. O tempo avança, na esperança de um encontro definitivo.

Todos nós sabemos que a vida pode terminar em um minuto. A sensação de que conforme ficamos mais velhos, mais rápido para, é real.

Aprendemos cedo que os sonhos são maiores que a realidade. Todos fazemos planos, mas a vida têm seus próprios caminhos.

Nossos filhos Patrícia, Beth e Maninho, que nos deram amor, respeito e apoio, sustentando nossas vidas! Nós o amamos por tudo que são, e por tudo o que serão. Emociono-me ao constatar como você é sempre lembrado por eles. Geralmente, não percebemos que a cada passo deixamos uma marca que perdurará para sempre.

Amor de pai é eterno. Não tem despedidas.

Não há tempo ou espaço que desfaça esse vínculo.

Agradecimentos:

Obrigada meus genros e nora, pela atenção e respeito.

Obrigada meus netos e bisnetos, pelo amor e carinho. Vocês me ensinaram que o coração não tem idade, que o espírito permanece jovem, e que a vida é bela, e que viver é um presente de Deus.

Obrigado a Deus, por ser tão generoso conosco e por tudo que recebi.

Obrigada, Cristo, pelo seu amor, que compreende o que eu realmente realizava em um relacionamento. Entre acertos e erros, minha identidade de mulher romântica!

Falar de amor é algo que me fascina, porque penso que o amor é a base de tudo.

Quero dedicar este mergulho no amor a nós mesmos!

Abraça-me até... não sei dizer.

Hilda

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