Internacional

Consultor da OMS sugere leis para restringir uso de sal nos alimentos


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Londres - Os governos de todo o mundo poderiam evitar milhões de mortes prematuras e reduzir seus gastos com saúde se adotassem novas leis para reduzir a quantidade de sal nos alimentos, disse ontem Franco Cappuccio, um importante consultor nutricional da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Ele completou que algumas medidas voluntárias das indústrias representaram progressos, mas que caberia aos legisladores alterar o paladar dos seus cidadãos, refletindo os últimos estudos científicos sobre os malefícios do sal.

“Há uma total aceitação de que o sal é ruim para nós, que comemos demais dele, e que deveria ser reduzido”, disse Cappuccio. Mas esse professor de medicina cardiovascular da Universidade Warwick, onde ele dirige um centro de nutrição, disse haver um poderoso lobby contrário por parte do setor alimentício, cujos lucros são inflados pelo sal.

Um menor consumo de sal reduz significativamente a pressão arterial, o que por sua vez contribui com uma menor incidência de ataques cardíacos e derrames. A hipertensão é a maior causa mundial de mortes, fazendo 7,5 milhões de vítimas por ano no mundo. Um estudo de 2007 que analisou todas as evidências disponíveis na época concluiu que uma redução global de 15%no consumo de sal evitaria quase 9 milhões de mortes até 2015.

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