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Senado recontrata FGV para nova reforma

Folhapress
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Brasília - O Senado anunciou a recontratação da Fundação Getúlio Vargas (FGV), pelo valor “simbólico” de R$ 250 mil, para propor outra reforma administrativa da Casa.

O primeiro estudo, realizado pelo mesmo valor em 2009, quando a Casa sofria acusações de irregularidades, não chegou a ser implementado porque foi alterado pelos servidores de carreira.

“Eles até pediram mais, mas nós não aceitamos. Aí o presidente José Sarney negociou e conseguimos um preço simbólico. Nós fizemos uma avaliação com outras consultorias e o trabalho sairia entre US$ 1 milhão e US$ 2 milhões”, disse Tasso Jereissati (PSDB-CE), relator da comissão sobre a reformulação da estrutura do Senado.

O suposto “boicote” dos funcionários a uma reforma mais profunda foi alvo ontem de críticas de senadores. Segundo Tasso, o projeto finalizado pelos servidores descaracterizou as propostas da FGV, elevando o número de cargos ao invés de reduzi-lo.

O tucano disse que o estudo será refeito, com mais profundidade, sem as sugestões de servidores, e que contratar outra consultoria implicaria recomeçar do zero.

“O primeiro estudo da FGV não fracassou. Foi boicotado pelos próprios funcionários. Pela proposta deles, vamos continuar a ter uma TV Globo e uma Polícia Federal no Senado’’, disse, sobre a TV Senado e a Polícia Legislativa.

Numa tentativa de acalmar os colegas, o senador Papaléo Paes (PSDB-AP) disse que “precisamos ter cuidado. Não podemos trazer novamente o foco para nós”. Mas Tasso insistiu em citar o ex-diretor-geral Agaciel Maia, afastado do cargo acusado de ser o mentor dos atos secretos: “Saiu o Agaciel, mas a Casa continua agacielizada’’.

O coordenador-geral do projeto da FGV, Bianor Cavalcante, afirmou que o novo estudo avança em relação ao primeiro, cujo objetivo principal era reduzir o número de diretorias no Senado. “Sempre deixamos claro que aquele projeto era emergencial. Havia a preocupação em identificar os cargos de chefia. Agora, desceremos a níveis mais operacionais.”

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