Depois de deliberar pela greve na última segunda-feira, os servidores do campus bauruense da Universidade de São Paulo (USP) realizaram ontem uma nova assembleia que teve a participação de funcionários do Centrinho. Apesar de funcionários do hospital também terem aderido à paralisação, tanto a assessoria de imprensa da instituição quanto a direção do Sindicato dos Trabalhadores da USP (SintUSP) de Bauru afirmam que o atendimento não será comprometido.
A assembleia serviu para avaliar o movimento de greve na cidade e divulgar mais amplamente as reivindicações da categoria. Segundo a diretora do SintUSP de Bauru, Neli Wada, o estado de greve foi decretado na semana passada e todos os servidores do Centrinho que desejarem aderir ao movimento podem fazer isso de imediato, sem precisar emitir aviso com 72 horas de antecedência porque isso já foi concretizado.
Ela destaca que cerca de 80 trabalhadores do Centrinho, que possui 766 funcionários, já manifestaram intenção em paralisar as atividades, informação incompatível com o que foi divulgado pela assessoria de imprensa do hospital. O número de servidores divulgado pelo setor de comunicação do Centrinho foi de 25 pessoas, valor bem abaixo dos 80 sinalizados pela diretora do SintUSP.
Entretanto, os dois lados concordam em uma questão: o movimento de greve dentro do hospital da USP não deve comprometer o atendimento aos pacientes. Enquanto a assessoria de imprensa frisa que “não haverá comprometimento dos serviços”, Neli garante que “o atendimento e o agendamento de pacientes funcionarão normalmente”.
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Unesp mantém paralisação
Depois de contar com representantes que participaram da manifestação realizada no campus da Unicamp na tarde de ontem, servidores da Unesp de Bauru retornaram à cidade e continuam com as atividades paralisadas.
O diretor de base do Sindicato dos Trabalhadores da Unesp (Sintunesp) de Bauru, José Aparecido Castelli, informou que a movimentação em Campinas contou com cerca de 2 mil trabalhadores e que um documento foi entregue ao reitor da Unicamp, mas nenhuma resposta ou prazo foi anunciado pelo presidente do Cruesp.
“Ele não deu um prazo para nos fornecer uma resposta sobre a possibilidade de reabertura da negociação, então, vamos permanecer paralisados. O movimento está crescendo e esperamos que isso nos ajude a conquistar (AP)