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Acordo com Irã seria mais fácil se países não tivessem armas nucleares, diz Lula

Folhapress
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Brasília - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o primeiro-ministro turco, Recep Tayyp Erdogan, fizeram ontem uma defesa conjunta do acordo nuclear com o Irã, formulado pelos dois países, e criticaram a rejeição por parte das potências que compõem o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU).

“Provavelmente, se o Conselho de Segurança tivesse países sem armas nucleares, a possibilidade de fazer acordo seria maior”, disse o presidente brasileiro.

“Os países que estão criticando são os países que têm a arma nuclear, e isso é contraditório”, disse Erdogan, reforçando a crítica de Lula.

Lula reforçou que a lista de condições acatadas pelo líder iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, está muito próxima das propostas colocadas pelos Estados Unidos, em carta anterior ao acordo, endereçada pelo presidente Barack Obama tanto para o Brasil como para a Turquia.

O primeiro-ministro turco comentou, durante entrevista coletiva no Itamaraty, que “aqueles que criticam o processo são invejosos, fizemos o que era certo”. Os dois líderes formularam um documento sobre a questão nuclear iraniana para levar ao encontro do G20 (que reúne os países desenvolvidos e emergentes), em junho, em Toronto (Canadá).

Os dois presidentes afirmaram que o comprometimento com o programa nuclear iraniano não será interrompido. Erdogan disse, inclusive, que já encaminhou cartas a 27 países. O líder disse estar convencido de que Teerã não tem fins bélicos em seu programa nuclear.

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