Polícia

Polícia investiga lesão corporal em bebê

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 2 min

A Polícia Civil de Bauru apura o caso de um bebê de apenas 3 meses que foi internado em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Estadual (HE) Bauru, ontem, com traumatismo craniano e fratura de costela. Preliminarmente, o boletim de ocorrência foi registrado no Plantão Policial como lesão corporal, mas as linhas de investigação não descartam a possibilidade de que ele tenha sido agredido.

Segundo relato dos pais ao delegado Eduardo Sganzela, a criança, do sexo masculino, teria batido a cabeça em uma cadeira de ferro no último dia 16, quando estava sendo pega no colo pela avó. No entanto, apenas na tarde de ontem a família teria decidido buscar ajuda no Pronto-Atendimento Infantil (PAI), porque o bebê chorava muito e se mostrava bastante irritadiço.

Após realização de exame clínico e radiografia, ficou constatado que o recém-nascido tinha uma fratura na costela, então foi encaminhado ao HE. Lá, de acordo com o depoimento do médico que o atendeu, chegou com manchas roxas na região da testa e do tórax e passou a sofrer crises convulsivas. Depois de ser submetido a uma tomografia, foi diagnosticado um trauma no crânio da criança, que foi internada às pressas na UTI da unidade de saúde.

No Plantão Policial, a mãe do bebê, de 16 anos, foi questionada sobre as lesões e sobre a demora - de quase duas semanas - na prestação do socorro. Ao delegado, ela disse ter acreditado que o acidente não tivesse sido grave, mas não soube explicar como o filho sofreu a fratura na costela. Apenas argumentou que, durante o exame feito no PAI, os funcionários teriam pressionado o abdômen da criança.

Ainda na noite de ontem, peritos da Polícia Científica foram até o HE para realizar alguns exames no bebê. A partir deles, o delegado Eduardo Sganzela espera encontrar esclarecimentos para um caso com informações tão desencontradas.

“Pode ter ocorrido um acidente, como pode ter ocorrido uma agressão. A investigação ainda está só no início, então nenhuma possibilidade foi descartada. Mas vai ser necessário apurar se essa lesão corporal foi culposa (sem intenção) ou dolosa e também as razões para que essa criança só recebesse atendimento médico depois de tanto tempo”, afirmou ele, que, junto com sua equipe, permaneceu por mais de duas horas depois do encerramento do seu turno em função da ocorrência.

A titular da Delegacia da Infância e Juventude (Diju), Rejani Borro Ortiz Tiritan, também esteve no Plantão, mas não quis falar com a imprensa. Todos os familiares da criança que prestaram depoimento, entre eles a mãe, o pai e as duas avós, também se recusaram a comentar o assunto. Os nomes estão sendo preservados porque, além do bebê (para evitar constrangimentos futuros), a mãe dele é adolescente.

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