Bairros

Cratera ‘ameaça’ acesso a presídios

Rodrigo Ferrari
| Tempo de leitura: 2 min

Uma cratera surgida no final do ano passado - provavelmente em decorrência das fortes chuvas de dezembro - ameaça “engolir” a vicinal que dá acesso às Penitenciárias 1 e 2 de Bauru (P1 e P2). Com cerca de metros de profundidade, a vala já tomou conta da parte pavimentada da estrada. Funcionários e familiares dos detentos viram-se, então, obrigados a improvisar uma passagem alternativa, ao lado do caminho oficial.

Só que a cratera continua avançando, a ponto de quase ninguém mais ter coragem de transitar pelo local. Apesar do perigo, alguns desavisados ainda se arriscam no caminho improvisado. No último dia 16, essa atitude destemida quase custou a vida do marido de uma funcionária da P2.

A reportagem obteve a informação de que o homem não notou a existência do buraco e caiu da ribanceira com seu Astra. A vítima sofreu apenas ferimentos leves, enquanto o carro ficou em estado de miséria.

Outro funcionário da P2, que não quis se identificar, disse já ter entrado em contato com a concessionária Via Rondon, responsável pela área, em diversas ocasiões, para cobrar providências em relação ao problema da cratera.

No último contato, ocorrido há alguns dias, um representante da Via Rondon teria dito que, pelo contrato de concessão, as melhorias na vicinal poderiam esperar até um ano e meio para serem realizadas. Por essa razão, a empresa não teria pressa em consertar a estrada.

Atualmente, funcionários e familiares dos detentos têm utilizado uma rota alternativa, no interior do aterro sanitário da prefeitura, para acessar as penitenciárias.

A assessoria de imprensa da Via Rondon informou á reportagem que, nesta semana, foi feira uma reunião entre representantes da empresa e da Secretaria Municipal de Obras para discutir o assunto. Segundo o informado, para sanar o problema será necessária a elaboração de um projeto de execução, já que não se trata de um “caso simples”. Entretanto, até o momento não há previsão de quando esse projeto será elaborado e também não deve ser feita nenhuma obra emergencial no local.

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