São Paulo - O Tribunal de Justiça de São Paulo negou pedido para condenar Suzane von Richthofen por falta grave pela suspeita de que ela usasse, na prisão, a rede de microblog Twitter. A informação foi confirmada ontem pelo advogado da jovem, Denivaldo Barni. A falta grave poderia atrapalhar o processo em que a defesa pede a progressão de regime de Suzane.
O pedido havia sido feito pelo Ministério Público no ano passado. O processo foi suspenso enquanto ocorriam as investigações.
Como não foram encontrados indícios, a juíza Sueli Armani de Menezes, da 1ª Vara de Execuções Criminais de Taubaté (a 140 km de São Paulo), seguiu com o processo, mas a Promotoria recorreu ao TJ. Anteontem, a 5ª Câmara Criminal confirmou a decisão da juíza.
Condenada a 38 anos de prisão em regime fechado por participar do homicídio dos pais, ocorrido em 2002, a ex-estudante tenta cumprir o restante da pena no regime semiaberto. Ela está presa na penitenciária em Tremembé (a 147 km de SP).
Barni disse que, assim como a Promotoria, tem interesse em saber quem foram os responsáveis pelo perfil da cliente no Twitter -já retirados do ar. Ele pediu à Justiça que os responsáveis sejam processados nas esferas civil e criminal.
“O TJ confirma a decisão da juíza de que tudo que foi falado não se restou comprovado. A decisão confirma que nada foi apurado, e, ao meu ver, tratou-se de uma mera aventura, no sentido de prejudicar o processo de ressocialização dela”, disse Barni.
A Promotoria já se posicionou contra a concessão do benefício de progressão de regime a Suzane, por considerá-la “dissimulada”.