Tribuna do Leitor

O futuro com trilhos


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No ano de 1900, a cidade de São Paulo tinha apenas 239 mil habitantes e já possuía os trilhos das Estradas de Ferro São Paulo Ralway (ex-EFSJ), Sorocabana e Central do Brasil, além de outras pequenas ferrovias como Perus, Cantareira, etc.

Em toda sua história, jamais se mencionou a erradicação de trilhos, por estarem prejudicando o progresso da cidade. Ao contrário, sempre procuraram contar com mais trilhos, se bem que isso não veio resolver totalmente o problema do transporte em massa.. Se a cidade, que tem mais de 18 milhões de habitantes, tivesse 2.000 quilômetros de metrô em funcionamento, ainda assim teria os congestionamentos diários que tanto assustam os paulistanos.

Contrário a essa sistemática de aumento de trilhos, encontra-se Araçatuba, nascida com os trilhos da Noroeste, que retirou do centro o traçado ferroviário, o mesmo acontecendo com Campo Grande-MS que se desenvolveu sem nenhum planejamento, gerando mais de 30 passagens de nível (ruas sobre os trilhos).

Bauru, que no futuro pode vir a explorar o metrô de superfície, por ser privilegiada com os trilhos, ainda possui pessoas que pensam como os administradores de Araçatuba e Campo Grande, quando o correto é ter como exemplo a cidade de São Paulo.

Vivaldo Pitta

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