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Bolsa Família eleva em quase 50% a renda dos extremamente pobres

Folhapress
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Brasília - O benefício pago pelo Programa Bolsa Família eleva a renda da população atendida em 48,7%. O dado consta do Perfil das Famílias Beneficiadas pelo Programa Bolsa Família (PBF), análise divulgada ontem pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS).

O estudo calcula que a média nacional da renda familiar per capita (total da renda dividido pelo número de pessoas no domicílio) sem os benefícios pagos pelo programa é de R$ 48,69. Com o aporte, essa média passa para R$ 72,42, acima da linha da extrema pobreza (miséria) calculada em R$ 70.

Pobreza continua no Norte

No Norte e no Nordeste a renda per capita das famílias beneficiada pelo Bolsa Família não é suficiente para que elas cruzem a linha de extrema pobreza. Juntas, essas regiões representam cerca de 60% do total de famílias abarcadas pelo programa, cujo benefício pode variar de R$ 22 a R$ 200 mensais por família.

O corte de R$ 70 para definir extrema pobreza é definido pelo ministério, com base num cruzamento de parâmetros do IBGE e do Ipea.

No Norte, a renda por pessoa fica em R$ 66,20 e, no Nordeste, chega a R$ 65,20, de acordo com um estudo apresentado hoje pelo Ministério de Desenvolvimento Social, com dados de 2009.

O programa atinge cerca de 12,4 milhões de famílias no país - metade delas está no Nordeste. Naquela região, o Bolsa Família representa, em média, um aumento do 63% na renda per capita.

Nas demais regiões do país, a renda per capita das famílias que participam do programa fica acima de R$ 80, quando somado o valor do benefício. O valor pago varia de R$ 85,07 (Sul) a R$ 82,27 (Sudeste) ao mês.

Indicadores

A ministra de Desenvolvimento Social, Márcia Lopes, afirmou que o benefício é uma complementação, e não uma substituição da renda.

Ela citou que 77% das famílias beneficiárias trabalham, em empregos formais ou informais. “O projeto tem impacto direto na vida das famílias porque transfere renda’’, disse a ministra.

O estudo “Perfil das famílias beneficiárias do Bolsa Família’’ aponta melhora nas condições de vida dos atendidos pelo programa em relação a dados de 2007, quando foi feita a pesquisa anterior.

A proporção de analfabetos entre os responsáveis pelas famílias beneficiárias caiu de 17,3% para 13,1%.

O estudo também apontou avanços em relação à escolaridade. Em 2007, 13,2% dos chefes de família tinham completado o ensino médio. Em 2009, eram 17,6%.

Houve melhora, ainda, nos serviços básicos. Quase 70% tinham coleta de lixo de 2009, contra 66% em 2007.

A ministra disse que o Bolsa Família deverá cumprir a meta de chegar a 12,9 milhões de famílias até o fim do ano. Desde 2003, cerca de 4,7 milhões de famílias já saíram do programa.

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